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Presidente da SPP é entrevistado pela Folha de Pernambuco

O Dr Everton Botelho, presidente da SPP, foi um dos entrevistados para a matéria sobre suicídio publicada no jornal Folha de Pernambuco deste domingo (04). O texto revela dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) e lembra que falar sobre suicídio ainda é a melhor forma de prevenção. Confira, abaixo, o texto completo:

Pela valorização da vida

Segundo a OMS, a cada 45 minutos, uma pessoa tira a própria vida no Brasil

Por Luiz Filipe Freire, da Folha de Pernambuco

Um tema rodeado de estigmas. E, sobretudo, um problema de saúde pública que, como tal, demanda acompanhamento e prevenção. Trata-se dos suicídios, que detêm números mais alarmantes do que se pensa. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada 45 minutos, uma pessoa tira a própria vida no Brasil. No mundo, esse tempo cai para 45 segundos. Estima-se que 800 mil se matem todos os anos no planeta. Diante desse quadro, a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) tomou a iniciativa de orientar profissionais da Imprensa sobre como abordar o tema, um tabu que acaba por inibir ações preventivas. É a informação como o primeiro e mais eficaz passo para salvar vidas.

Em geral, os meios de comunicação evitam falar no assunto por temer gerar mais danos, incentivar outras iniciativas. Normalmente, concessões são feitas quando a vítima é uma pessoa pública, quando o ato é precedido de assassinato, como nos atentados terroristas praticados pelos homens-bomba, ou quando gera consequências na coletividade, como engarrafamentos. Mas, para a ABP, “uma boa reportagem pode inverter o contágio”. Por isso, a Folha de Pernambuco abraça a campanha e ousa trazer, nesta edição, o tema a debate, mostrando que é importante identificar sintomas em pessoas de risco e, consequentemente, mostrar os caminhos para a ajuda. “Sem dúvida, esclarecer sobre o que há por trás desse tema ajuda nos esforços de prevenção”, opina o presidente da Sociedade Pernambucana de Psiquiatria (SPP), Everton Botelho.

Os fatores de risco envolvem transtornos mentais, como depressão, esquizofrenia e o uso abusivo de álcool e outras drogas, assim como condições clínicas incapacitantes, tais quais lesões desfigurantes perenes e dor crônica. Mas o problema também mora em questões sociológicas e psicológicas, como o isolamento social, o desemprego, a perda de pessoas queridas e o relacionamento familiar conturbado. Com tantos fardos, como buscar ajuda? A responsabilidade de quem está por perto aumenta. “Quem sofre dá sinais que, muitas vezes, não são levados a sério. É comum comentarem que a vida não está tendo sentido, demonstrarem isolamento, o que, no fundo, é um sentimento de inadequação com o corpo, com a sociedade, com algo em que são incompreendidas”, diz Eliene Soares, coordenadora do Centro de Valorização à Vida (CVV) do Recife.

A entidade sem fins lucrativos, que existe há 53 anos e está presente em mais de 70 cidades brasileiras, atende, por meio de telefone ou chat, pessoas deprimidas, solitárias e com pensamentos suicidas. Muitas delas não encontraram abertura para falar do que sentem com parentes e amigos. Para a obtenção de êxito, uma conduta é fundamental: não rotular. “O medo que a gente nota é, justamente, o de serem julgadas e recriminadas pelo que sentem. Nossos voluntários são preparados para escutar essas pessoas e dar a chance de se abrirem”, define.

Filósofo e professor do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Pernambuco (CAp/UFPE), Sérgio Ramos lembra que o “ser humano é valioso antes de tudo, antes de qualquer pré-requisito”. “Disseminar essa consciência impede a ‘gota d’água’, o ‘fim da linha’, porque as pessoas são muito cobradas. São tão sensíveis que, às vezes, não conseguem enfrentar esse mundo desumanizante, globalizado, aberto para os mercados, mas cada vez mais fechado para as fronteiras do ser humano. Há vontade de viver. Temos que ajudá-las a descobrir o sentido da vida”, analisa.

PERFIL

Os atentados contra a própria vida têm rosto e idade. Vêm crescendo entre quem tem entre 20 e 39 anos. As mulheres tentam mais. Os homens conseguem mais. No Brasil, que está em oitavo no ranking e integra a lista de 28 países que possuem estratégias de prevenção ao suicídio, a taxa é de 5,8 por 100 mil habitantes, menor que mundial (11,4) e que a de outros países da América Latina.

No Estado, o número de mortos entre 2009 e 2014 chegou a 1.658. Na Capital, onde o quantitativo chegou a 282, nesse período, gestores estão apostando na criação de um fluxo de informações para sensibilizar profissionais e garantir assistência a quem procura ajuda.

Locais aonde recorrer são os Centros de Apoio Psicossocial (Caps), 2.241 em todo o País e 17 na Capital. Os espaços contam com equipes multissetoriais, responsáveis pelo diagnóstico de transtornos que podem levar ao suicídio, pela aplicação de tratamentos à base de remédios e por apontar caminhos para a redefinição de um projeto de vida. O foco é sempre o mesmo: o ato extremo pode ser evitado. “Desde a atenção básica, é preciso estar ciente de quadros que, aparentemente, são de tristeza, isolamento e desamparo, mas que podem esconder algo mais. A notificação é compulsória e a assistência existe”, detalha a gerente de Saúde Mental da Secretaria de Saúde do Recife, Telma Melo.

O presidente da SPP, Everton Botelho, que esteve à frente de uma série de ações em alusão ao Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção do suicídio, lembra que, se vissem saída, muitas pessoas não tomariam essa decisão. “Quem tenta ou consegue consumar um suicídio é, geralmente, uma pessoa adoecida. Mas não significa que todos que são acometidos por doenças mentais vão pensar em se matar. O problema é que ainda há preconceito e isso atrapalha a busca por ajuda”, alerta.

Setembro Amarelo encerra com grande panfletagem no Parque da Jaqueira

No último domingo (27), psiquiatras, residentes e estudantes se reuniram para uma grande ação de conscientização acerca da prevenção do suicídio. Com faixa, camisetas alusivas ao Setembro Amarelo, panfletos e adesivos, foram distribuídos material informativo para os frequentadores do Parque da Jaqueira. Ao todo, as ações da campanha de valorização da vida mobilizaram diversos setores da sociedade.

A panfletagem com distribuição de bolas amarelas e adesivos começou às 9h, enquanto pessoas fazia exercícios e passeavam pelo parque, localizado na Zona Norte do Recife. A mesma ação ocorreu um dia antes no calçadão da Avenida Boa Viagem, na Zona Sul, e contou com a participação dos membros da Liga Pernambucana de Psiquiatria. O grupo é formado por jovens estudantes de Medicina com a pretensão de fazer residência em Psiquiatria.

O Setembro Amarelo, em Pernambuco, foi marcado pela intensa mobilização de diversos setores da sociedade. A partir do contato da Sociedade Pernambucana de Psiquiatria, o Poder Público se sensibilizou e entrou na campanha. Os deputados Daniel Coelho (federal) e Priscila Krause (estadual) legavam a importância da prevenção do suicídio às suas respectivas casas legislativas. O Palácio do Campo das Princesas e o Palácio Joaquim Nabuco também ganharam iluminação especial neste mês.

Com a Federação Pernambucana de Futebol, a SPP conseguiu a autorização para circular com a faixa da campanha “A Vida Vale Ouro” no gramado da Arena Pernambuco, antes do jogo Santa Cruz X Ceará, realizado no dia 19. O apoio da imprensa local também foi decisivo para reverberar estas iniciativas e levar a mensagem à população.

Por isso, a Sociedade Pernambucana de Psiquiatria só temos a agradecer a cada um desses parceiros. Em 2016 tem mais Setembro Amarelo e temos a certeza que muito mais pessoas irão se unir a esta causa. A prevenção do suicídio se faz diariamente. Família e amigos são muito importantes neste momento. Vamos todos juntos!

Santa Cruz e Ceará ajudam a divulgar campanha de prevenção do suicídio

O jogo Santa Cruz x Ceará, na tarde do último sábado (19), na Arena Pernambuco, teve uma mensagem especial de valorização da vida. Membros da Sociedade Pernambucana de Psiquiatria e da Liga Pernambucana de Psiquiatria entraram em campo com faixa e camisetas alusivas ao Setembro Amarelo, mês de prevenção do suicídio. A campanha tem contado com o apoio de representantes das classes artística e desportiva do mundo inteiro para levar esta informação ao maior número de pessoas possível.

A ação aconteceu antes da entrada dos times em campo, a faixa com o mote da campanha em Pernambuco, “A Vida Vale Ouro”, circulou as quatro linhas do gramado chamando a atenção dos torcedores para esta epidemia silenciosa que é o suicídio. A iniciativa ocorreu em parceria com a Federação Pernambucana de Futebol e teve o apoio da CBF, instituições que se mostraram sensíveis a esta causa.

“Sabemos do poder mobilizador e transformador de vidas e realidades que o esporte tem. Então, quisemos aproveitar o alcance do futebol para atingir não só as pessoas que foram ao estádio, mas também aquelas que estavam acompanhando a partida de casa. Precisamos reverberar esta mensagem de valorização da vida”, comentou o Dr Everton Botelho, psiquiatra e presidente da Sociedade Pernambucana de Psiquiatria.

Ação parecida aconteceu no jogo Avaí x Figueirense, em Santa Catarina, pela última rodada do Campeonato Brasileiro.

Palácio do Campo das Princesas ganha iluminação especial para o Setembro Amarelo

O Palácio do Campo das Princesas, sede do Governo Estadual, surgiu iluminado de amarelo, na noite desta quinta-feira (10). A ação é fruto de uma parceria com a Sociedade Pernambucana de Psiquiatria em referência ao Setembro Amarelo, uma campanha mundial de prevenção do suicídio. Outras importantes entidades, como a Federação Pernambucana de Futebol, também apoiam a iniciativa.

A exemplo da Torre Eiffel, em Paris, do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro e do Congresso Nacional, em Brasília, o Palácio do Campo das Princesas, em Pernambuco, se veste de amarelo até a próxima terça-feira (15). O ponto de partida foi o 10 de setembro, marcado como o Dia Internacional de Prevenção do Suicídio, e o objetivo é alertar a população para esta epidemia silenciosa que é o suicídio.

“No Brasil, a Associação Brasileira de Psiquiatria tem sido uma grande incentivadora do Setembro Amarelo e, aqui, a Sociedade Pernambucana de Psiquiatria tem buscado parcerias para dar uma maior abrangência à campanha, mas, sobretudo, para atingir o maior número de pessoas possível”, afirma o presidente da SPP, o Dr Everton Botelho.

Desta forma, além do contato com o Governo de Pernambuco, a Sociedade também tem conversado com outras entidades, como a Federação Pernambucana de Futebol. “Sabemos do poder mobilizador e transformador do esporte. Por isso, estamos trabalhando junto à FPF para que, num dos jogos do Campeonato Brasileiro, deste mês, possamos entrar em campo com uma faixa alusiva ao Setembro Amarelo”, comenta o psiquiatra.

NÚMEROS – de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde, no mundo, a cada 45 segundos, uma pessoa põe fim à própria vida. No Brasil, é um indivíduo a cada 45 minutos. O percentual cresce, sobretudo, entre jovens dos 15 aos 35 anos por questões ligadas a transtornos afetivos ou de humor, além do consumo de álcool e outras drogas.

Com Setembro Amarelo, psiquiatras participam de campanha pela valorização da vida

Com o mote “A Vida Vale Ouro”, a Sociedade Pernambucana de Psiquiatria realiza, até o próximo dia 30, as ações do Setembro Amarelo no Estado. Desta forma, a SPP se une a outras entidades numa campanha mundial de prevenção do suicídio e valorização da vida. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, no mundo, a cada 45 segundos, uma pessoa põe fim à própria vida.

O 10 de setembro é marcado como o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. Por isso, no mês de setembro, as campanhas de prevenção ao suicídio se intensificam. Em Pernambuco, a Sociedade Pernambucana de Psiquiatria participa do Setembro Amarelo promovendo importantes parcerias com os poderes Executivo e Legislativo Estadual, a Federação Pernambucana de Futebol e outras instituições para ações como panfletagem, iluminação de prédios públicos e diversas intervenções.

“Falar de suicídio ainda é um tabu. As pessoas parecem ter medo ou vergonha de tocar no assunto, mas falar sobre o suicídio ainda é melhor forma de preveni-lo”, afirma o Dr Everton Botelho, psiquiatra e presidente da SPP. Segundo ele, o objetivo maior da Sociedade e das entidades que participam destas ações é municiar a população de informações sobre essa epidemia silenciosa que vem crescendo em todo o mundo.

De acordo com dados da OMS, no Brasil, a cada 45 minutos, uma pessoa comete suicídio. Em escala mundial, estes números são ainda mais preocupantes. É um indivíduo a cada 45 segundos. “É uma situação que cresce, sobretudo, entre jovens dos 15 aos 35 anos”, comenta o psiquiatra.

Para ele, a falta de informação ou mesmo o pudor em falar sobre suicídio podem fazer com que os números da OMS sejam menores que a realidade. “O tema só vem à tona quando acontece com alguma celebridade. Para a grande maioria das pessoas, o último suicida que elas conhecem foi o ator Robbin Williams, mas para cada ato consumado existem, pelo menos, três tentativas”, alerta.

DOENÇAS DA MENTE – o Dr Everton Botelho explica que, na maioria dos casos, a tentativa de suicídio ou mesmo a consumação do ato está ligada à transtornos afetivos e do humor. “São doenças mentais como Depressão, Esquizofrenia, Transtorno Bipolar, além do consumo de substâncias psicoativas a exemplo do álcool e outras drogas”, afirma.

Família e amigos podem ajudar a identificar os sinais do comportamento suicida caracterizado por pensamentos negativos, planos de tirar a própria vida e tentativas de suicídio. Procurar um psiquiatra qualificado e o tratamento adequado fazem parte do processo de busca por uma melhor qualidade de vida.