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Simpósio aproxima psiquiatras de diferentes regiões de Pernambuco e da Bahia

Com o objetivo de conhecer a realidade dos profissionais que atuam nas diferentes regiões de Pernambuco e contribuir com o fortalecimento da Psiquiatria, a SPP realizou, esse final de semana, o III Simpósio Os Desafios da Assistência Psiquiátrica no Agreste e Sertão. O evento ocorreu em Petrolina, no sertão pernambucano, e atraiu participantes de toda a região do Vale do São Francisco. Com patrocínio do FADEF-ABP, o encontro teve o apoio da Associação Psiquiátrica da Bahia (APB).

Durante dois dias, estudantes e profissionais da Psiquiatria e áreas afins à Saúde Mental discutiram temas como Depressão, Suicídio, CAPS-AD, Desinstitucionalização, Atuação do Psiquiatra no SAMU, entre outros assuntos. As conferências e mesas redondas foram ministradas por professores e pesquisadores do Recife, Petrolina, Juazeiro e Salvador.

“Acredito que este encontro cumpriu o papel de contribuir com a formação dos participantes e, sobretudo, prestigiou os colegas que atuam fora da capital ou da Região Metropolitana. Abrimos uma via de mão dupla em que nos aproximamos deles e eles da SPP e, por consequência, da ABP”, afirmou o Dr Edésio Lira, vice-presidente da SPP e coordenador do Simpósio.

Entre os participantes, o clima foi de estímulo à produção científica com a exposição de pôsteres e ao trabalho pelo bem estar da população, a partir dos debates que se seguiram. “A mesa sobre Assistência Psiquiátrica no Sertão, com colegas de Petrolina e Juazeiro, foi riquíssima. Conhecemos pessoas corajosas que estão enfrentando o desafio de implantar um serviço psiquiátrico na região do São Francisco e, durante o debate, pudemos trocar ideias e sugestões de como melhorar a situação vivida por eles”, disse a Dra Kátia Petribú, presidente da SPP.

O III Simpósio Os Desafios da Assistência Psiquiátrica no Agreste e Sertão aconteceu nos dias 09 e 10 de junho, no auditório da Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (Facape). Foi realizado em parceria com a Associação Psiquiátrica da Bahia e teve o patrocínio máster do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento das Federadas e Núcleos Associativos (FADEF-ABP).

Curso fortalece união entre federadas da região Nordeste

Nos dias 03 e 04 de março, ocorreu, no Recife, o Curso de Planejamento e Gestão de Projetos. Voltado para diretores das federadas da região Nordeste, a atividade foi realizada pela Associação Brasileira de Psiquiatria na sede da Sociedade Pernambucana de Psiquiatria. Nas aulas ministradas pela superintende administrativa da ABP, Simone Paes, e pelo superintendente técnico e diretor tesoureiro, Dr Antônio Geraldo, foram abordados aspectos organizacionais e de elaboração e execução de ações.

“No ano passado, conversando com Antônio Geraldo, ele havia sugerido de trazer este curso para o Recife e, ampliando o diálogo, nós pensamos em convidar os diretores das demais federadas do Nordeste. Todo o processo, desde a preparação do curso até as aulas que acontecem hoje, foi muito positivo porque só fortaleceu esse clima de união entre todos nós”, disse a presidente da SPP, a Dra Kátia Petribú, durante sua apresentação.

Graças a um trabalho de reorganização administrativa, nos últimos seis anos, a ABP teve um crescimento significativo em todos os aspectos, como estabilidade financeira e representatividade na sociedade brasileira e mundial. “Tudo isso começou a partir do momento em que a ABP adotou uma visão de gestão empresarial. A preocupação agora é fortalecer suas federadas e núcleos com o Curso de Planejamento e Gestão de Projetos, como este que participamos neste final de semana”, afirmou Simone Paes.

Segundo a superintendente administrativa, isso faz parte de um processo de investimento nas federadas da ABP desde a criação do FADEF. Paes comenta que a ideia é ministrar este curso em todas as regiões e estados brasileiro. “Queremos passar para nossas federadas o formato de trabalho implementado na ABP e compartilhar nossas experiências. O objetivo é fazer com que tenham ferramentas concretas para executar suas ações”, argumentou.

“A ideia é tirar as federadas de um funcionamento amador e entrar num funcionamento mais profissional, fazendo com que elas trabalhem em sintonia plena com a ABP para que possamos fazer, cada vez mais, uma Psiquiatria maior. Essa é a meta. Todos fortes! Todos iguais! Passando o know-how da ABP para as federadas. Essa é a ideia. Todas terem o mesmo know-how”, completou o Dr Antônio Geraldo.

ENTRE OS PARTICIPANTES – o clima foi de união e positividade. Além de membros da própria Sociedade Pernambucana de Psiquiatria, participaram do Curso de Planejamento e Gestão de Projetos diretores de federadas da Paraíba, Bahia, Alagoas, Piauí, Rio Grande do Norte, Ceará e Pará.

“Este foi um curso muito importante e proveitoso porque nos deu dicas de atuação administrativa e de organização de eventos. Voltando ao meu estado, já vou repassar todos esses detalhes aos meus colegas de diretoria”, comentou o presidente da Associação Psiquiátrica do Piauí, Vicente Gomes.

“É a minha segunda vez como presidente de federada e este curso será um divisor de águas em nossa administração. Aprendemos muito e estamos saindo cheio de ideias. Eu já marquei uma reunião com a comissão científica da nossa Jornada para revermos toda a programação baseado no que a gente aprendeu aqui”, disse presidente da Associação Alagoana de Psiquiatria, Suzzana Bernardes.

Presidente da APAL é entrevistado na TVJC e fala sobre Estigma e Saúde Mental

De passagem pelo Recife por ocasião do Curso de Planejamento e Gestão de Projetos, o diretor tesoureiro da ABP e presidente eleito da Associação Psiquiátrica da América Latina (APAL), o Dr Antônio Geraldo da Silva, foi entrevistado pelas repórteres Cinthya Leite e Malu Silveira. A entrevista foi transmitida pela TVJC, do Portal NE10, e repercutiu no blog Casa Saudável. Acompanhe, abaixo, o texto completo:

“Os transtornos mentais são como qualquer outra doença”, diz psiquiatra sobre combate ao estigma

Por Cinthya Leite – blog Casa Saudável

Temos um grave problema: a saúde pública brasileira sofreu um desmantelo. Foi com essa frase que o psiquiatra Antônio Geraldo da Silva, presidente eleito da Associação Psiquiátrica da América Latina, começou a opinar sobre a política nacional de saúde mental, em entrevista ontem à TV JC.

Para ele, o acesso a um atendimento psiquiátrico de qualidade praticamente não existe em alguns lugares do País. E lamentavelmente o preconceito contra as pessoas que convivem com transtorno mental, como depressão e esquizofrenia, ainda perdura, inclusive na rede pública de assistência à saúde.

“Precisamos acompanhar as pessoas sem quebrar a rede social da qual elas fazem parte. É preciso atendê-las no bairro onde vivem. O que é mais simples para isso? Colocar uma equipe de saúde mental (psicólogo, psiquiatra e assistente social) nos postos de saúde. Por que alimentar a psicofobia (atitudes discriminatórias contra pessoas com transtornos mentais) ao criar um serviço específico, que são os Caps (Centros de Atenção Psicossocial), para esse paciente?”, questiona Antônio Geraldo.

O médico, que está no Recife para ministrar um curso na sede da Sociedade Pernambucana de Psiquiatria (SPP), levou adiante uma campanha que ganhou as redes sociais, enquanto esteve à frente da Associação Brasileira de Psiquiatria (2010-2016), com a hashtag #PsicofobiaÉumCrime.

“A saúde mental do brasileiro era para ser uma das melhores do mundo porque atualmente, no País, temos uma psiquiatria de excelência. A Revista Brasileira de Psiquiatria, entre 2,8 mil periódicos médicos, é a número um de todas as áreas da ciência nacional. Os profissionais estão nos sistemas público e privado, mas só neste último se faz psiquiatria de primeiro mundo porque temos condições de trabalhar”, diz Antônio Geraldo, em entrevista à TV JC.

A mobilização deixou raízes, e os psiquiatras continuam trabalhando para acabar com o estigma nesta época em que os transtornos desse tipo só fazem aumentar. Um exemplo é a ascensão dos casos de depressão: aumentou 18% de 2005 a 2015, quando chegou a um universo de 322 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

E nesse cenário, a falta de informação e o estigma prolongam a dor de milhões de pessoas. “Os distúrbios mentais são como qualquer outra doença. A depressão e a fobia social, por exemplo, são doenças como qualquer outra, mas não são vistas dessa maneira”, frisa Antônio Geraldo, que reforça a importância de se ampliar o acesso ao atendimento aos pacientes. “Por que a pessoa com transtorno mental não pode simplesmente ir a um posto de saúde e ser atendido como quem tem problema ginecológico, pneumonia e amigdalite?”, levanta a questão. Em Pernambuco, ele destaca a parceria com a SPP para se ampliar o acesso ao tratamento de qualidade.

“No sistema privado, temos condições de prescrever o melhor medicamento e encaminhar para o melhor tipo de psicoterapia. No público, não. Quem perde é o paciente. Queremos, então, fazer um bom trabalho (também) na rede pública”, frisa o psiquiatra.

“Hoje as prisões estão cheias de pessoas com transtorno mental. São 12% da população carcerária com distúrbios graves. Mas é um contraponto: 95% das pessoas que cometeram crime não são doentes mentais. Significa dizer que doente mental não é perigoso? A verdade é que as pessoas com transtornos psiquiátricos tratadas não representam ameaça, mas as não tratadas são perigosas”, destaca Antônio Geraldo.

Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem

Presidentes da ABP e SPP se encontram no Recife

De passagem pelo Recife, o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, o Dr Antônio Geraldo da Silva, encontrou com membros da atual e da próxima diretoria da Sociedade Pernambucana de Psiquiatria. Na pauta da conversa, entre outros assuntos, a aquisição de uma sala comercial para a instalação da sede regional da ABP/Nordeste e a parceria com a nacional objetivando a promoção de cursos na capital pernambucana. “A sede regional da ABP é uma aspiração que encontra o valor da Psiquiatria pernambucana no reconhecimento da nossa amplitude”, comentou o Dr Everton Botelho.

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Juntos, os doutores Antônio Geraldo (esq), Paulo Pinto e Kátia Petribú negociaram a compra da sala para sediar ABP/NE.

Aprovado em Assembleia, SPP apresenta Estatuto atualizado

No último dia 21 de junho, a Sociedade Pernambucana de Psiquiatria realizou uma Assembleia Geral Extraordinária para a atualização do seu Estatuto. Apenas sócios em pleno gozo dos seus direitos puderam votar nas modificações do texto. Aprovado, o documento entra em conformidade com as exigências da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

As principais atualizações estão contidas no último tópico do Artigo 2º que, agora, diz:

“Aceitar também associados de outras federadas que passarem a residir em Pernambuco ou atuem na mesma região geográfica, consoante os critérios determinados pela ABP.”

No Artigo 32: “São Sócios Aspirantes, os médicos que tenham interesse em psiquiatria ou estejam fazendo Residência Médica em Psiquiatria em instituição credenciada pelo MEC ou curso de especialização credenciado pela ABP.

§ Único – O Associado Aspirante que comprovar anualmente estar cursando Programa de Residência Médica em Psiquiatria, credenciado pelo MEC, ou Curso de Especialização em Psiquiatria reconhecido pela ABP, terá direito a 50% (cinquenta por cento) de desconto no pagamento da anuidade da SPP até a data do seu vencimento e passará para a subcategoria: Associado Aspirante Residente.”

No Artigo 35: “Considera-se Associado Jubilado o associado Titular e Efetivo, com 70 (setenta) anos de idade, com pelo menos 20 (vinte) anuidades pagas e quite com suas obrigações estatutárias.”

No Artigo 36: “Considera-se Sócio Acadêmico o estudante, a partir do 5º ano, do curso de graduação em medicina em faculdade situada em Pernambuco e reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC).

§ Único – O Associado Acadêmico terá direito a 75% (setenta e cinco por cento) de desconto no pagamento da anuidade até a data do seu vencimento, desde que comprove estar matriculado na forma do caput deste artigo.”

E no Artigo 37: “Exceção feita à inclusão na categoria de Sócios Honorários, de competência da Assembleia Geral, os candidatos a sócios deverão ser propostos por sócio efetivo, titular ou jubilado, em pleno gozo de seus direitos, sendo as propostas julgadas pela Diretoria, passando automaticamente, em decorrência da aceitação, a ser associados à ABP, com os direitos e obrigações daí decorrentes.”

O conteúdo completo do Estatuto você pode conferir aqui no site, no link “Institucional” e ainda pode fazer download do texto se desejar.

Psiquiatras denunciam a situação da Saúde Mental no Recife

O Instituto Teotônio Vilela realizou, na noite da última segunda-feira (23), uma reunião para discutir questões relacionadas à Saúde no Recife. A convite da instituição, a Sociedade Pernambucana de Psiquiatria participou do encontro e denunciou a situação precária em que se encontra o atendimento no setor público para portadores de transtornos mentais. Profissionais de outras especialidades médicas também estiveram presentes.

Garantir uma assistência pública de saúde, digna e de qualidade, para doentes mentais em Pernambuco tem sido o tom do discurso da SPP sempre que tem a oportunidade de debater o assunto. No encontro com representantes do Instituto Teotônio Vilela não foi diferente. “A situação é alarmante. O SUS não tem capacidade nem estrutura para suprir esta demanda e mesmo que tivesse não seria suficiente”, disse o diretor primeiro secretário da SPP, o Dr Edésio Lira, presente à reunião.

Além dele, representando os psiquiatras, participaram ainda o presidente da SPP, o Dr Everton Botelho, e a Dra Cláudia Pires. “Nos municípios do interior, a situação se agrava ainda mais. Temos acompanhado relatos de colegas que trabalham nos PSFs e eles afirmam que estamos voltando ao período pré-hospitalar quando as famílias construíam quartinhos, no fundo das casas, para abrigar parentes que sofrem com algum transtorno porque não sabem aonde ou a quem recorrer”, comentou o Dr Everton Botelho.

Entre os comentários surgidos a partir da denúncia da SPP, um chamou a atenção. Foi o de Ricardo Serpa. Com 50 anos, ele é morador da comunidade do Sancho, no Recife, área onde se localiza o Hospital Otávio de Freitas. Lá, havia um serviço de Psiquiatria que foi fechado pelo Poder Público. “É uma decisão que escapa das nossas mãos. Um serviço que era ótimo para a comunidade e, hoje, não existe mais. Então, a gente vê como faz falta”, afirmou.

Os psiquiatras denunciaram ainda que, pela falta de cuidados médicos, muitos doentes mentais estão em situação de rua ou dentro dos presídios. De acordo com o Dr Everton Botelho, nesses casos, eles ficam vulneráveis à violência, maus tratos e alimentação inadequada, por exemplo.

“Nós estamos aqui para unir forças porque somos sensíveis a esta demanda da população que precisa de um atendimento público em Saúde Mental de qualidade. Temos de melhorar a estrutura nos hospitais gerais e ampliar as equipes multidisciplinares com a participação de psiquiatras”, afirmou o Dr Edésio Lira.

Para firmar a disposição da SPP no sentido de contribuir para a formulação de políticas públicas para os portadores de transtornos mentais, o Dr Everton Botelho entregou para o representante do Instituto Teotônio Vilela uma cópia do documento “Diretrizes para um modelo de atenção integral em Saúde Mental no Brasil”, elaborado pela ABP.

Com Simpósio no Agreste, SPP contribui para a formação de profissionais

Foi bastante exitoso o II Simpósio Os Desafios da Assistência Psiquiátrica no Agreste e Sertão realizado, este final de semana, no município de Garanhuns. Promovido pela Sociedade Pernambucana de Psiquiatria, o evento ocorreu no auditório da Unimed Agreste Meridional e teve o apoio da Associação Brasileira de Psiquiatria, através do FADEF/ABP. Profissionais e estudantes da área de Saúde de diferentes regiões de Pernambuco e até mesmo de outros estados participaram do encontro.

Compôs a mesa de abertura da atividade científica, a presidente da Unimed Agreste Meridional, a Dra Marta Júdice, o presidente da SPP, o Dr Everton Botelho e o coordenador do Simpósio, o Dr Edésio Lira. Este último destacou que, “além de contribuir com a formação dos profissionais da Saúde, o principal objetivo do encontro é conhecer a realidade da assistência psiquiátrica fora da Região Metropolitana do Recife e, assim, buscar contribuir com a melhoria desse sistema”.

“Sabemos que, sem a assistência adequada, o exercício da Psiquiatria é difícil. Principalmente num momento como este em que a nossa especialidade tem sido tão atacada numa tentativa constante de sucateamento. É preciso nos unirmos”, disse o Dr Edésio Lira. “Este tipo de atividade científica é importante porque, a partir do momento em que as entidades médicas vão a outras cidades de Pernambuco, elas incentivam o jovem profissional a se fixar neste município e contribuir com o desenvolvimento da localidade”, acrescentou a Dra Marta Júdice.

PALESTRAS
A programação científica tomou conta da noite da sexta-feira (15) com a conferência do Dr Everton Botelho (Recife) sobre os “Fundamentos Médicos da Psiquiatria” e da manhã do sábado (16) quando se apresentaram os doutores Bruno Marcello (Recife), Franco Junqueira (Garanhuns), Alyuska Lins (Caruaru), Jaime Santana (Serra Talhada) e Raitza Lima (Garanhuns). Estes se dividiram em conferências e mesas redondas que trataram da “Depressão no Idoso Hospitalizado em Clínica Médica”, “Atuação do Psiquiatra no Hospital Geral” e “Desafios da Assistência Psiquiátrica no Agreste e Sertão”.

PONTUAÇÃO
Se inscreveram para o II Simpósio Os Desafios da Assistência Psiquiátrica no Agreste e Sertão estudantes e profissionais do Recife, Petrolina, Caruaru, da própria Garanhuns e de vários outros municípios pernambucanos, mas também marcaram presença pessoas do Crato (CE), Arapiraca (AL), Imperatriz (MA), entre outras cidades de fora do Estado.

Os 55 participantes do evento receberam certificado e garantiram cinco pontos na prova de Título de Especialista em Psiquiatria realizada pela ABP. A Associação Brasileira de Psiquiatria prestou não só apoio institucional, mas também financeiro através do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento das Federadas e Núcleos Associativos (FADEF).

“Venham outras vezes. Garanhuns está de portas abertas para recebê-los e a Unimed estará sempre à disposição para contribuir com a construção e a integração das especialidades médicas”, finalizou a presidente da Unimed Agreste Meridional.

SPP divulga calendário de atividades científicas para 2016

Visando a difusão do conhecimento, a troca de experiências e a maior interação com seus sócios, estudantes, residentes e profissionais de outras especialidades médicas, a Sociedade Pernambucana de Psiquiatria divulga o seu calendário de atividades científicas para 2016. O foco é a realização da XXXIII Jornada Pernambucana de Psiquiatria, entre os dias 18 e 20 de agosto, no Golden Tulip Recife Palace, em Boa Viagem. As demais atividades acontecem no Agreste e na Capital. Confira, abaixo, o cronograma e marque na agenda!

II SIMPÓSIO OS DESAFIOS DA ASSISTÊNCIA PSIQUIÁTRICA NO AGRESTE E SERTÃO
PERÍODO DE REALIZAÇÃO: 15 e 16 de abril de 2016

Motivada pelo positivo resultado do I Simpósio Os Desafios da Assistência Psiquiátrica no Agreste e Sertão, a Sociedade Pernambucana de Psiquiatria decidiu promover uma nova edição do evento. Desta vez, escolheu-se como sede o município de Garanhuns. Com conferências e mesas redondas, a expectativa é alcançar um público maior que o anterior, dada a boa recepção do evento prévio e a uma maior articulação e divulgação. Especial relevância deve ser dada ao fato de haver uma faculdade de medicina na cidade de Garanhuns e uma residência médica em Psiquiatria em Caruaru.

CURSO “PSIQUIATRIA E NEUROCIÊNCIA CLÍNICA”
PERÍODO DE REALIZAÇÃO: 29 de abril a 04 de junho de 2016

Curso que será realizado em quatro módulos com aulas sempre na sexta-feira à noite e, no sábado, manhã e tarde. As aulas abordarão temas ligados à interface entre a psiquiatria e as diversas áreas afins à neurociência, tais como a neuroanatomia, a neurofisiologia, a psicologia cognitiva e a neurologia, permitindo assim uma visão aplicada do que estas disciplinas têm a oferecer ao psiquiatra em seu conhecimento das funções mentais e a como transpor este para a sua prática clínica. A SPP deve contar com o apoio institucional da ABP para pontuar a atividade na prova de Título de Especialista em Psiquiatria.

XXXIII JORNADA PERNAMBUCANA DE PSIQUIATRIA
III ENCONTRO ESTADUAL DE MÉDICOS RESIDENTES EM PSIQUIATRIA
PERÍODO DE REALIZAÇÃO: 18 a 20 de agosto de 2016

Repetindo o êxito dos anos anteriores, a XXXIII Jornada Pernambucana de Psiquiatria e o III Encontro Estadual de Médicos Residentes em Psiquiatria serão realizados no Golden Tulip Recife Palace, em Boa Viagem. Voltado para profissionais, residentes e estudantes, o evento tem por objetivo maior contribuir com a formação e troca de experiências entre os participantes apresentando novas técnicas e tecnologias no tratamento dos transtornos mentais.

SETEMBRO AMARELO 2016
PERÍODO DE REALIZAÇÃO: 01 a 30 de setembro de 2016

As parcerias já construídas em 2015 continuam e outras serão firmadas para expandir as atividades realizadas no “Setembro Amarelo” de 2016. O objetivo é, sobretudo, chamar a maior atenção da sociedade para a epidemia silenciosa do suicídio e aproveitar o momento para minimizar o estigma que envolve os transtornos psiquiátricos.

Palácio do Campo das Princesas ganha iluminação especial para o Setembro Amarelo

O Palácio do Campo das Princesas, sede do Governo Estadual, surgiu iluminado de amarelo, na noite desta quinta-feira (10). A ação é fruto de uma parceria com a Sociedade Pernambucana de Psiquiatria em referência ao Setembro Amarelo, uma campanha mundial de prevenção do suicídio. Outras importantes entidades, como a Federação Pernambucana de Futebol, também apoiam a iniciativa.

A exemplo da Torre Eiffel, em Paris, do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro e do Congresso Nacional, em Brasília, o Palácio do Campo das Princesas, em Pernambuco, se veste de amarelo até a próxima terça-feira (15). O ponto de partida foi o 10 de setembro, marcado como o Dia Internacional de Prevenção do Suicídio, e o objetivo é alertar a população para esta epidemia silenciosa que é o suicídio.

“No Brasil, a Associação Brasileira de Psiquiatria tem sido uma grande incentivadora do Setembro Amarelo e, aqui, a Sociedade Pernambucana de Psiquiatria tem buscado parcerias para dar uma maior abrangência à campanha, mas, sobretudo, para atingir o maior número de pessoas possível”, afirma o presidente da SPP, o Dr Everton Botelho.

Desta forma, além do contato com o Governo de Pernambuco, a Sociedade também tem conversado com outras entidades, como a Federação Pernambucana de Futebol. “Sabemos do poder mobilizador e transformador do esporte. Por isso, estamos trabalhando junto à FPF para que, num dos jogos do Campeonato Brasileiro, deste mês, possamos entrar em campo com uma faixa alusiva ao Setembro Amarelo”, comenta o psiquiatra.

NÚMEROS – de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde, no mundo, a cada 45 segundos, uma pessoa põe fim à própria vida. No Brasil, é um indivíduo a cada 45 minutos. O percentual cresce, sobretudo, entre jovens dos 15 aos 35 anos por questões ligadas a transtornos afetivos ou de humor, além do consumo de álcool e outras drogas.

Com Setembro Amarelo, psiquiatras participam de campanha pela valorização da vida

Com o mote “A Vida Vale Ouro”, a Sociedade Pernambucana de Psiquiatria realiza, até o próximo dia 30, as ações do Setembro Amarelo no Estado. Desta forma, a SPP se une a outras entidades numa campanha mundial de prevenção do suicídio e valorização da vida. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, no mundo, a cada 45 segundos, uma pessoa põe fim à própria vida.

O 10 de setembro é marcado como o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. Por isso, no mês de setembro, as campanhas de prevenção ao suicídio se intensificam. Em Pernambuco, a Sociedade Pernambucana de Psiquiatria participa do Setembro Amarelo promovendo importantes parcerias com os poderes Executivo e Legislativo Estadual, a Federação Pernambucana de Futebol e outras instituições para ações como panfletagem, iluminação de prédios públicos e diversas intervenções.

“Falar de suicídio ainda é um tabu. As pessoas parecem ter medo ou vergonha de tocar no assunto, mas falar sobre o suicídio ainda é melhor forma de preveni-lo”, afirma o Dr Everton Botelho, psiquiatra e presidente da SPP. Segundo ele, o objetivo maior da Sociedade e das entidades que participam destas ações é municiar a população de informações sobre essa epidemia silenciosa que vem crescendo em todo o mundo.

De acordo com dados da OMS, no Brasil, a cada 45 minutos, uma pessoa comete suicídio. Em escala mundial, estes números são ainda mais preocupantes. É um indivíduo a cada 45 segundos. “É uma situação que cresce, sobretudo, entre jovens dos 15 aos 35 anos”, comenta o psiquiatra.

Para ele, a falta de informação ou mesmo o pudor em falar sobre suicídio podem fazer com que os números da OMS sejam menores que a realidade. “O tema só vem à tona quando acontece com alguma celebridade. Para a grande maioria das pessoas, o último suicida que elas conhecem foi o ator Robbin Williams, mas para cada ato consumado existem, pelo menos, três tentativas”, alerta.

DOENÇAS DA MENTE – o Dr Everton Botelho explica que, na maioria dos casos, a tentativa de suicídio ou mesmo a consumação do ato está ligada à transtornos afetivos e do humor. “São doenças mentais como Depressão, Esquizofrenia, Transtorno Bipolar, além do consumo de substâncias psicoativas a exemplo do álcool e outras drogas”, afirma.

Família e amigos podem ajudar a identificar os sinais do comportamento suicida caracterizado por pensamentos negativos, planos de tirar a própria vida e tentativas de suicídio. Procurar um psiquiatra qualificado e o tratamento adequado fazem parte do processo de busca por uma melhor qualidade de vida.

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