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Setembro Amarelo em Pernambuco é um dos maiores do Brasil

Com o fim do Setembro Amarelo, a Sociedade Pernambucana de Psiquiatria apresenta os resultados da Campanha Mundial de Prevenção ao Suicídio no Estado. Foram diversas ações na capital e no interior. Iniciativas que envolveram não só os associados, mas também diversas entidades das quais a SPP foi parceira e incentivadora. Clique no link abaixo e confira tudo na apresentação.

APRESENTAÇÃO – SETEMBRO AMARELO PERNAMBUCO 2017

Campanha de Prevenção ao Suicídio toma conta do Estado

Através dos seus associados, a SPP conseguiu levar as atividades do Setembro Amarelo aos quatro cantos de Pernambuco. Do litoral ao Sertão, a Campanha Mundial de Prevenção ao Suicídio tem alcançado diversas pessoas. Com palestras, entrevistas na mídia e ações de impacto social, o objetivo e difundir a mensagem de valorização da vida.

Sessões de cinema com o documentário A Ponte (The Bridge) foram realizadas na Universidade de Pernambuco (UPE), no Recife, e na Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Petrolina. No Cabo de Santo Agostinho, ocorreu a I Jornada sobre Suicídio e, em Vitória de Santo Antão, uma palestra orientou profissionais e pacientes do Programa Saúde da Família sobre prevenção ao suicídio, além de uma entrevista na mídia local.

Entrevistas também foram dadas em Ipubi e Ouricuri onde associados e outros colegas que atuam no atendimento em Saúde Mental fizeram ações em escolas, hospitais e unidades de ensino.

Em coletiva, SPP apresenta ações do Setembro Amarelo em Pernambuco

A SPP promoveu, na manhã desta quinta-feira (31), uma entrevista coletiva para apresentar as ações do Setembro Amarelo em Pernambuco. No Brasil, a Campanha Mundial de Prevenção ao Suicídio é capitaneada pela Associação Brasileira de Psiquiatria e o Conselho Federal de Medicina. Por isso, todas as federadas da ABP se envolvem e desenvolvem realizam durante o mês de setembro.

O suicídio é um problema de saúde pública e levar esta mensagem de valoriza da vida ao maior número de pessoas é um exercício diário, mas que se intensifica no Setembro Amarelo. Na coletiva, além de apresentar as atividades que serão executadas, o Dr Leonardo Machado – psiquiatra e diretor da SPP – apresentou para a imprensa os principais transtornos mentais e sua relação com o suicídio.

Por fim, a repórter Cinthya Leite, do Jornal do Commercio, deu dicas de como abordar as doenças mentais em textos jornalísticos. Confira, abaixo, toda a programação do Setembro Amarelo em Pernambuco:

01/09 – 06h às 07h30
Entrevista sobre Depressão e Suicídio
Bom Dia Pernambuco (Globo)

01/09 – 07h às 08h
Entrevista sobre o Setembro Amarelo
Rádio Maranata (103,9 FM)

01/09 – 09h às 18h
Simpósio sobre Suicídio
Auditório Jorge Lobo (UFPE)

01/09 – 14h às 14h45
TVJC sobre Suicídio
(facebook.com/portalne10)

02/09 – 09h às 12h
Caminhada Pro-vida
Parque da Jaqueira

05/09 – 10h às 12h
Palestra sobre Prevenção ao Suicídio
Hospital da Restauração (HR)

05/09 – 17h30 às 20h
Quem tem medo de Psiquiatria?
Auditório do NIATE CCB/CCS (UFPE)

06/09 – 10h20 às 11h
Entrevista sobre o Setembro Amarelo
Rádio Folha de Pernambuco (96.7 FM)

10/09 – 15h às 17h
Ato em Valorização da Vida
Parque Dona Lindu

15/09 – 08h30 às 12h30
Palestra do grupo Nupac
Auditorio do Hospital da PMPE

19/09 – 09h às 10h30
Palestra sobre Prevenção ao Suicídio
Auditório do IMIP

19/09 – 10h às 12h
Palestra sobre Prevenção ao Suicídio
Auditório do Hosp. Militar do Recife

19/09 – 17h às 20h
Cine Psiquiatria – filme A Ponte
Auditório da FCM-UPE

21/09 – 10h às 12h
Grande Expediente – Setembro Amarelo
Assembleia Legislativa de Pernambuco

21/09 – 19h às 21h
Café Filosófico
Colégio Motivo – Boa Viagem

22/09 – 10h às 12h30
Suicídio: Precisamos falar sobre isso
Policlínica Lessa de Andrade

27/09 – 08h30 às 12h30
Seminário sobre Tentativas de Suicídio
Ministério Público de Pernambuco

27/09 – 09h às 10h30
Palestra sobre Prevenção ao Suicídio
Pet Informática

27/09 – 14h30 às 15h30
Palestra sobre Prevenção ao Suicídio
Auditório do IMIP

27/09 – 14h30 às 15h30
Transtornos Mentais e Suicídio
Cabo de Santo Agostinho

28/09 – 08h às 10h
Palestra sobre Prevenção ao Suicídio
Apami Vitória Hospital e Maternidade

28/09 – 11h às 12h / 16h às 17h
Palestra sobre Prevenção ao Suicídio
Hospital da Mulher do Recife

28/09 – 14h às 16h
Palestra sobre Prevenção ao Suicídio
Auditório do Colégio Militar do Recife

29/09 – 09h às 10h30
Palestra sobre Prevenção ao Suicídio
Assist.ênciaFarmacêutica de PE

Prédios/Monumentos Iluminados
Tribunal Regional Federal – 5ª região
Palácio do Campo das Princesas
Palácio Joaquim Nabuco
Palácio dos Manguinhos
Palácio da Justiça
Hospital Universitário Oswaldo Cruz
Secretaria da Fazenda de PE
Antena Digital Rede Globo

Medalha Ulysses Pernambucano é entregue à Cristina Albuquerque

Com um discurso repleto de carinho, o Dr Antônio Peregrino fez a saudação à Dra Maria Cristina Cavalcanti de Albuquerque na outorga da Medalha Ulysses Pernambucano de Honra ao Mérito. A homenagem ocorreu na noite da última quinta-feira (10), durante a solenidade de abertura da XXXIV Jornada Pernambucana de Psiquiatria. A comenda é entregue aos psiquiatras que se destacaram no exercício e na defesa dos legítimos interesses da especialidade médica.

O Dr Antônio Peregrino, psiquiatra associado à Sociedade Pernambucana de Psiquiatria, foi aluno e é um grande amigo da Dra Maria Cristina Cavalcanti de Albuquerque. Por isso, ele foi convidado pela diretoria da SPP para fazer o discurso que apresentou a homenageada com a Medalha Ulysses Pernambucano de Honra ao Mérito edição 2017.

Em sua fala, o médico enalteceu não só o currículo profissional da ex-professora, mas também seus dotes literários e humanísticos. “A base para homenagem a um médico, deverá sempre estar lastreada no mérito. A história e o valor de uma medalha – como a que hoje será entregue – precisa sempre estar associada a uma biografia constituída por obra grandiosa e que, às vezes, o merecedor nem se dá conta que tem”, disse no início de sua fala.

Confira, abaixo, o texto completo da saudação:

“Outorga da Medalha Ulysses Pernambucano 2017 à Profª Dra. Maria Cristina Cavalcanti de Albuquerque

Discurso de Apresentação

Meus queridos amigos psiquiatras.

Fui convidado pela Diretoria da Sociedade Pernambucana de Psiquiatria para proferir algumas palavras nesta solenidade de abertura da XXXIV Jornada Pernambucana de Psiquiatria, especificamente na solenidade de outorga da Medalha Ulysses Pernambucano de 2017.

Nossas entidades médicas em geral e, particularmente, as entidades das diversas especialidades – como a nossa SPP – vêm distinguindo com medalhas ou diplomas, aqueles profissionais que se destacam em diversos campos de atuação médica com ética, competência, e valorização dos aspectos humanísticos em sua história de vida laboral.

Não são distinções de escolha democrática. E nem deve ser. A base para homenagem a um médico, deverá sempre estar lastreada no mérito. A história e o valor de uma medalha – como a que hoje será entregue – precisa sempre estar associada a uma biografia constituída por obra grandiosa e que, às vezes, o merecedor nem se dá conta que tem – que fez e que faz – na sua trajetória como médico. Em nosso caso, como psiquiatras.

É com esta compreensão que me cabe aqui a honra de apresentar em poucas linhas – como é possível?! – a médica-psiquiatra que hoje recebe a Medalha Ulysses Pernambucano, a comenda máxima da Sociedade Pernambucana de Psiquiatria.

Falo da Professora, Doutora, Maria Cristina Cavalcanti de Albuquerque.

É verdade que estarei discorrendo sobre uma pessoa por quem sou literalmente encantado – aliás já declarei isso em nosso grupo de discussão na mídia social (o grupo PsiquiatriasPE).

Uma grande amiga, minha professora de tantas coisas na vida acadêmica, na prática clínica, uma companheira que ainda hoje tenho na resolução, em conjunto, de situações médico-psiquiátricas de difícil manejo; aquela que me ensinou a manusear medicamentos mais “delicados” como os inibidores da monoaminoxidase com tanta maestria e tranquilidade. Enfim, falo de uma pessoa por quem sou apaixonado.

Mas, independente, do caráter afetivo, que poderia ser imaginado como fator de contaminação desta minha fala (uma espécie de viés de seleção para os epidemiologistas) eu devo apresentar alguns – observem que são apenas alguns – aspectos da história profissional de Cristina Albuquerque na Psiquiatria, e que atestam, firmemente o quão merecedora deste prêmio ela é.

Maria Cristina é uma caruaruense que, já no seu 3o ano médico, foi contemplada com bolsa de estudos na Universidade de Harvard para seminário a respeito de “Vida e instituições nos Estados Unidos da América” – uma primeira demonstração de seu interesse pelos aspectos humanísticos e sociais da medicina.

Mas, além disso, no mesmo ano, realizava estudos de bioquímica e de fisiologia (particularmente de neurofisiologia), numa confirmação de seu igual interesse pela base orgânica e personalíssima do ser humano.

Ainda acadêmica, Cristina, foi classificada em primeiro lugar no concurso para internos da Secretaria de Saúde do Estado de Pernambuco, trabalhando no Manicômio Judiciário do Estado, onde recebeu o prêmio Carlo Erba pelo trabalho “Inteligência, Psicopatia e Criminalidade”.

No ano de sua formatura, 1966, novamente foi agraciada com o mesmo prêmio com a pesquisa “Contribuição ao estudo das influências culturais sobre a criminalidade em psicopatas”.

Cristina se iniciou docente tão logo foi graduada. Foi professora no Instituto de Psicologia da Universidade Católica de Pernambuco; ensinou no Curso de Psicologia da Faculdade de Filosofia do Recife e, na Faculdade de Ciências Médicas (hoje pertencente à Universidade de Pernambuco), foi professora Assistente da Cadeira de Psiquiatria, sob a regência do Professor José Lucena.

Sua residência médica foi cursada em terras alienígenas: no St. Lawrence Community Mental Health Center e na Michigan State University, em Michigan, Estados Unidos, entre 1969 e 1971.

Tão logo retornou ao Brasil, em 1972, obteve o Título de Especialista em Psiquiatria pela Associação Médica Brasileira e Associação Brasileira de Psiquiatria.

Em 1978, Cristina foi aprovada em primeiro lugar em concurso público para Professor no Departamento de Neuropsiquiatria da Universidade Federal de Pernambuco, onde concentrou as suas atividades de magistério.

Também foi médica psiquiatra do Instituto Nacional da Previdência Social (hoje Instituto Nacional de Seguridade Social, INSS) onde ocupou o cargo de Supervisora e, posteriormente, Auditora de Psiquiatria.

Todos nós, psiquiatras pernambucanos, conhecemos a batalha que Cristina sempre travou na busca por excelência no atendimento àqueles que precisavam dos serviços psiquiátricos conveniados com a previdência.

Por seu brilhante trabalho de supervisão e auditoria chegou a ser ameaçada de morte ao apontar irregularidades em algumas clínicas e hospitais psiquiátricos com internamentos pagos com verba pública. Mas não só denunciava coisas erradas. Apontava os erros e apresentava soluções, simples até, porém sempre baseadas no melhor dos mundos para uma psiquiatria de qualidade, no acolhimento humano ao doente e com esteio no conhecimento científico.

No campo da pesquisa, publicou inúmeros artigos científicos com temas tais como: saúde mental de universitários pernambucanos; correlação entre número de internações, diagnósticos e intervalo de tempo entre as internações psiquiátricas; reformulação de comunidade terapêutica em clínica psiquiátrica; psicoterapia hospitalar; reinserção social do paciente esquizofrênico; perfil do psiquiatria pernambucano (em 1972); aspectos psicossomáticos da obesidade; compreensão do trabalho terapêutico dos alcoólicos anônimos; visão crítica do tratamento das esquizofrenias (assim, com um “esse a mais”, em artigo de 1980); benzodiazepínicos: hoje e amanhã (apresentado e publicado em simpósio internacional sobre benzodiazepínicos em 1980); conduta de médicos residentes diante de aspectos psiquiátricos dos seus pacientes; a formação do psiquiatra; álcool, alcoolismo e alcoologia; estudos sobre a psicogênese.

Enfim, uma produção científica que constitui um passeio entre o orgânico e o social, psicológico e filosófico. Entre o físico e o metafísico. Entre a bioquímica e a neurofisiologia e entre a vida e as instituições, estudadas no seu terceiro ano médico. Uma prova de coerência mantida ao longo do tempo.

Em um dos seus artigos (de 1981), Cristina aponta para o fato de que saímos da faculdade médicos. Depois, encantados com a psiquiatria (na residência e na prática clinica na pós-formatura imediata) tornamo-nos psiquiatras. Só depois, um tempo depois, vamo-nos tornando médicos-psiquiatras. Ou seja, isso ocorre, no momento em que conseguimos juntar e tentar entender ao mesmo tempo o “bio”, o “psico” e o social. Isso, ela já o fazia muito antes de se formar.

Com sua formação biopsicossocial (ou organodinâmica na conceituação do grande tratadista e psiquiatra francês Enri Ey, na década de 1950), Cristina manteve um consultório privado ativo e de grande procura pela eficiência e resolutividade, ao longo de 50 anos de prática.

Em 2017, reduziu suas atividades de clínica particular, porém mantém-se ativa em participar das coisas da psiquiatria como em jornadas, congressos, encontros. Sempre interessada em aprender e em ensinar.

Maria Cristina foi vice-presidente da Sociedade Brasileira de Neurologia, Psiquiatria e Higiene Mental do Brasil; foi membro da Comissão de Residência Médica em Psiquiatria da Associação Brasileira de Psiquiatria; e faz parte do Conselho Editorial da Revista ABP/APAL (Revista da Associação Brasileira de Psiquiatria e da Associación Psiquiatrica de La America Latina).

Para além da Psiquiatria, Cristina Albuquerque é escritora. E escritora renomada. Tem uma obra literária reconhecida nacional e internacionalmente. Seus livros mesclam história e ficção com um especialíssimo estilo no qual a autora, personagens históricos reais e pessoas e situações imaginárias se misturam e levam o leitor a aprender sem o saber.

Ao ler seus livros, viramos também – como Cristina foi chamada pelo Professor Othon Bastos e, segundo ele, igualmente pelo Professor José Lucena – um “pai xambá… aquele que aprendeu sem se ensinar”.

Até o momento temos à disposição os títulos “O magnificat/Memórias de Isabel Cavalcanti” (de 1990); “Luz do Abismo” (1996); “Príncipe e Corsário” (2004); “Olhos Negros” (2009); “Matias” (2012); “O seminário” (2016); presentemente está concluindo novo romance (desta feita escrito em conjunto com o historiador português Hernani Maia) a ser lançado ainda em 2017.

Seus livros, Cristina, miscigenam você, seus personagens e seus leitores num fantástico, mirabolante, delicado e, o que é melhor, corretíssimo modo de compreender as coisas. Afinal de contas, como já dito, neles há um mistura do metafísico e da bioquímica, do orgânico, do real de todos nós.

Cistina é sócia – e já foi presidente – do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores (Sobrames) e da União Brasileira de Escritores (UBE).

Em 2005, foi agraciada com a Medalha Maciel Monteiro, o galardão máximo da Associação Médica de Pernambuco e hoje será agraciada com o maior galardão da Sociedade Pernambucana de Psiquiatria: a medalha Ulysses Pernambucano.

Quando conversei com ela sobre o fato e disse que estaria aqui com a fala de introdução, Cristina lembrou, de imediato, o grande poeta pernambucano João Cabral de Mello Neto quando foi comunicado que havia recebido a Medalha do Grande Mérito Guararapes, a maior comenda do Governo de Pernambuco.
Perguntou o poeta, de pronto:
– É de ouro?
Constrangido, o mensageiro respondeu-lhe que tal medalha era fundida em bronze.
Cabral insistiu:
– Tem de ouro?
Desesperado, o outro respondeu:
– Não! Ela é única. Fundida em bronze.
O poeta respirou aliviado:
– Neste caso, posso aceitar. Eu só uma pessoa cheia de defeitos. Um chato. Um cidadão de segunda classe. Mas meu trabalho é de ouro. Nele coloquei o melhor de mim mesmo. Tenho enorme respeito por ele. Para ele, eu só posso aceitar o ouro. Eu que o represento.

Há poucos dias, em rede social, Cristina foi parabenizada por colegas sobre a sobre a outorga da medalha pela SPP e respondeu exatamente como o poeta. Disse ela (palavras textuais): “eu sou uma pessoa chata, crítica, solitária, coronariana, hipertensa e meio arrogante. Mas meu trabalho é muito bom. É a ele que dedico o ouro do mérito Ulisses Pernambucano. Comovida e obrigada”.

Essas não são palavras que pudessem ser ditas por uma plebeia.
Esse nunca seria um texto que pudéssemos ouvir de uma princesa (dizer-se chata, crítica, meio arrogante, solitária?).
Essas são palavras que constituem uma verdade interior, encerram firmeza e força, poderiam se inserir na melodia de um hino muito pessoal, e só pode ser proferida, meus amigos, pelos lábios de uma rainha.

Uma rainha que Cristina bem sabe que é e nós, seus amigos, é que não sabemos como ela aprendeu a sê-lo. Da mesma maneira como o caso do mestre Xambá… aquele que aprendeu sem se ensinar.

E com isto dito, eu convido neste momento, com o meu – o nosso – melhor aplauso a Doutora Maria Cristina Cavalcanti de Albuquerque – para vir receber a Medalha Ulysses Pernambucano de 2017, a maior homenagem, Cristina, não só da Diretoria da SPP que nos representa, mas de todos os seus pares da grande sociedade pernambucana de psiquiatria.

Eu não sei nem de que material a medalha é feita, mas representa muito mais do que ouro; tanto para sua obra como para você como pessoa!

Parabéns, Cristina e que tudo isto se registre nos anais da XXXIV Jornada Pernambucana de Psiquiatria e em ata da Sociedade Pernambucana de Psiquiatria, em Recife, 10 de agosto de 2017.”

Simpósio aproxima psiquiatras de diferentes regiões de Pernambuco e da Bahia

Com o objetivo de conhecer a realidade dos profissionais que atuam nas diferentes regiões de Pernambuco e contribuir com o fortalecimento da Psiquiatria, a SPP realizou, esse final de semana, o III Simpósio Os Desafios da Assistência Psiquiátrica no Agreste e Sertão. O evento ocorreu em Petrolina, no sertão pernambucano, e atraiu participantes de toda a região do Vale do São Francisco. Com patrocínio do FADEF-ABP, o encontro teve o apoio da Associação Psiquiátrica da Bahia (APB).

Durante dois dias, estudantes e profissionais da Psiquiatria e áreas afins à Saúde Mental discutiram temas como Depressão, Suicídio, CAPS-AD, Desinstitucionalização, Atuação do Psiquiatra no SAMU, entre outros assuntos. As conferências e mesas redondas foram ministradas por professores e pesquisadores do Recife, Petrolina, Juazeiro e Salvador.

“Acredito que este encontro cumpriu o papel de contribuir com a formação dos participantes e, sobretudo, prestigiou os colegas que atuam fora da capital ou da Região Metropolitana. Abrimos uma via de mão dupla em que nos aproximamos deles e eles da SPP e, por consequência, da ABP”, afirmou o Dr Edésio Lira, vice-presidente da SPP e coordenador do Simpósio.

Entre os participantes, o clima foi de estímulo à produção científica com a exposição de pôsteres e ao trabalho pelo bem estar da população, a partir dos debates que se seguiram. “A mesa sobre Assistência Psiquiátrica no Sertão, com colegas de Petrolina e Juazeiro, foi riquíssima. Conhecemos pessoas corajosas que estão enfrentando o desafio de implantar um serviço psiquiátrico na região do São Francisco e, durante o debate, pudemos trocar ideias e sugestões de como melhorar a situação vivida por eles”, disse a Dra Kátia Petribú, presidente da SPP.

O III Simpósio Os Desafios da Assistência Psiquiátrica no Agreste e Sertão aconteceu nos dias 09 e 10 de junho, no auditório da Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (Facape). Foi realizado em parceria com a Associação Psiquiátrica da Bahia e teve o patrocínio máster do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento das Federadas e Núcleos Associativos (FADEF-ABP).

Palestras discutem o bem estar e a saúde mental dos jovens

Estudantes e professores de Petrolina participaram, na última sexta-feira (09), de um encontro com psiquiatras para falar sobre o bem estar e a saúde mental dos jovens. Promovidas pela Sociedade Pernambucana de Psiquiatria, as atividades aconteceram na Escola de Aplicação Profº Vande Souza Ferreira e na Gerência Regional do Sertão do Médio São Francisco. Nas palestras foram abordados os riscos do Bulling, da Depressão na Adolescência e do Suicídio.

Na parte da manhã, mais de 300 estudantes do Ensino Médio assistiram uma apresentação sobre o “jogo” da baleia azul e o suicídio entre os jovens. “Queríamos aproveitar essa onda da baleia azul e da série ‘Os 13 porquês’, da Netflix, para conversar com esses adolescentes e alertar sobre os riscos de participar de um ‘jogo’ como este”, disse a Dra Kátia Petribu, presidente da SPP.

Já à tarde, quase 100 professores da rede estadual de Petrolina participaram do debate sobre como identificar sinais de transtornos mentais na juventude e os encaminhamentos necessários neste tipo de situação. “A escola é onde o aluno passa grande parte do seu dia. Então, o professor pode ajudar na hora de identificar algum distúrbio e chamar os pais, orientando-os a procurar um profissional especializado”, comentou o Dr Edésio Lira, vice-presidente da SPP.

Os encontros foram atividades extras dentro da programação do III Simpósio Os Desafios da Assistência Psiquiátrica no Agreste e Sertão (Jornada de Psiquiatria do Vale do São Francisco) realizado nos dias 09 e 10 de junho, no auditório da Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (Facape).

Faculdade Marista do Recife recebe Jornada Pernambucana de Psiquiatria

Estão abertas as inscrições para a XXXIV Jornada Pernambucana de Psiquiatria e o IV Encontro Estadual de Médicos Residentes em Psiquiatria que, este ano, acontecem nos dias 10, 11 e 12 de agosto, na Faculdade Marista. Realizada pela Sociedade Pernambucana de Psiquiatria, a Jornada, que já consta no calendário médico-científico do Estado e tem como tema “Psiquiatria Ontem e Hoje: Desafios do Amanhã”, traz para o Recife palestrantes de renome local e nacional para debater temas que contribuem com a formação técnico-científica dos participantes.

Num cenário bucólico e tranquilo da Zona Norte da capital, o bairro de Apipucos, a Jornada Pernambucana de Psiquiatria e o Encontro Estadual de Médicos Residentes em Psiquiatria aportam para receber seus participantes vindo das diversas regiões de Pernambuco e de outros estados da região Nordeste. Nos últimos anos, os eventos têm tido um expressivo número de inscritos. Uma marca que demonstra qualidade da programação científica e de organização do encontro que é preparado com todo zelo para receber a todos, palestrantes e ouvintes.

Este ano, já estão confirmados os seguintes palestrantes: Acioly Lacerda (SP), Amaury Cantilino (PE), Antônio Egídio Nardi (RJ), Antônio Peregrino (PE), Bruno Nascimento (PE), Edésio Lira (PE), Everton Botelho Sougey (PE), Frederick Lapa Filho (PE), Hermano Tavares (SP), José Carlos Apolinário (RJ), Kátia Monte-Silva (PE), Kátia Petribu (PE), Larissa Vieira (PE), Luciana Gropo (PE), Maria dos Remédios Antunes (PB), Milena França (PE), Paulo Brayner (PE) e Rodrigo Marques (PE).

Algumas das conferências e mesas redondas tratarão de temas como “Amor Patológico”, “Neuromodulação e novos tratamentos psiquiátricos”, “Transtornos de Ansiedade”, “Impulsividade”, “Uso de Benzodiazepínicos”, “Atualidades no tratamento da Depressão”, “Tratamento dos transtornos alimentares”, entre outros.

Podem participar da XXXIV Jornada Pernambucana de Psiquiatria e do IV Encontro Estadual de Médicos Residentes em Psiquiatria estudantes, residentes e profissionais da área de Saúde interessados nos assuntos abordados nas mesas redondas e conferências que permeiam a programação do encontro. Também estão abertas as inscrições para exposição de pôsteres. O resumo dos trabalhos deve ser submetido à Comissão Científica até o dia 12 de julho e o resultado será divulgado até o dia 26 de julho. Vinte trabalhos serão selecionados.

O valor das inscrições é o mesmo dos últimos três anos. Não houve aumento. Porém, varia de acordo com a categoria e o período em que for realizada. Então, fique atento e não perca tempo!

OBS 1: Aqueles que se inscreverem nas categorias “Estudante” e “Residente”, além da Ficha de Inscrição preenchida e do comprovante de depósito, devem enviar também uma cópia da Carteira de Estudante ou de algum outro documento que comprove o vínculo com a instituição de ensino.

OBS 2: Sócios da SPP/ABP devem apresentar também uma cópia da Carteira de Sócio da ABP para receber o desconto conferido à categoria.

Confira, abaixo, as fichas de inscrição do encontro para download:

Ficha de Inscrição – XXXIV Jornada Pernambucana de Psiquiatria

Ficha de Inscrição – Pôsteres

Programação – XXXIV Jornada Pernambucana de Psiquiatria

Descontos para participantes de Simpósio em Petrolina

Quem vem de longe para participar do III Simpósio Os Desafios da Assistência Psiquiátrica no Agreste e Sertão (Jornada de Psiquiatria do Vale do São Francisco) tem 10% de desconto nos pacotes de viagens com a Opção Turismo. A agência é parceira do evento e garante passagens aéreas mais baratas para quem for para Petrolina participar do encontro que acontece nos dias 09 e 10 de junho, no auditório da Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (Facape).

A agência também têm pacotes de turismo. Como o encontro acontece no final de semana, após as apresentações, você pode aproveitar e conhecer as vinícolas da região, passear de barco pelo Rio São Francisco, entre outras atrações, com os profissionais da Opção Turismo. Clique aqui e conheça os roteiros oferecidos.

Traga a família e venha desfrutar das belezas e Petrolina e do Vale do São Francisco!

Petrolina recebe Jornada de Psiquiatria do Vale do São Francisco

LOGO FADEF

O evento foi selecionado e terá patrocínio do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento das Federadas e Núcleos Associativos (FADEF-ABP).

Nos dias 09 e 10 de junho, Petrolina recebe o III Simpósio Os Desafios da Assistência Psiquiátrica no Agreste e Sertão (Jornada de Psiquiatria do Vale do São Francisco). O evento é fruto da união entre a Sociedade Pernambucana de Psiquiatria e a Associação Psiquiátrica da Bahia. As palestras e conferências acontecem na noite da sexta-feira e manhã e tarde do sábado. Haverá exposição de pôsteres.

Pelo terceiro ano consecutivo, a SPP realiza o Simpósio Os Desafios da Assistência Psiquiátrica no Agreste e Sertão. Depois de Caruaru (2015) e Garanhuns (2016), chega a vez de Petrolina, na região do Vale do São Francisco. O município foi escolhido, a partir da parceria com a APB, pelo número de instituições de ensino superior que têm se estabelecido na cidade, além da sua importância cultural e econômica.

Pela primeira vez, o Simpósio contará com uma exposição de pôsteres. Serão selecionados 20 trabalhos e os resumos devem ser enviados até o dia 10 de maio. Confira aqui como participar do evento e inscrever seu pôster, além da programação completa do encontro que conta pontos (2) para a prova de Título de Especialista em Psiquiatria da ABP.

Participam de palestras e mesas redondas os doutores André Brasil (Salvador), Antônio Plauto (Petrolina), Denise Stefan (Salvador), Fredrick Lapa Filho (Recife), Gerson Saboia (Petrolina), Godson Teixeira (Juazeiro), Kátia Petribú (Recife), Luciana Paes de Barros (Recife), Miriam Gorender (Salvador), Neyryanne Araújo (Juazeiro) e Sandra Peu (Salvador).

O III Simpósio Os Desafios da Assistência Psiquiátrica no Agreste e Sertão (Jornada de Psiquiatria do Vale do São Francisco) acontece no auditório da Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina localizada no Campus Universitário, S/N – Vila Eduardo (Petrolina /PE).

Inscrições abertas para cursos de “Atualização em Saúde Mental”

Os doutores Fábio Barbirato (RJ), Lisieux Telles (RS) e Analice Gigliotti (RJ) ministram aulas, nos meses de maio e julho, sobre Infância e Adolescência, Psiquiatria Forense e Dependência Química dentro do curso “Atualização em Saúde Mental”. As atividades acontecerão sempre nas noites de sexta-feira, a partir das 19h, e nos turnos da manhã e tarde do sábado, às 08h, no auditório do Empresarial Alberte Einstein – na Ilha do Leite.

Podem participar das aulas todos os estudantes, residentes e profissionais de Saúde que atuam no cuidado com portadores de transtornos mentais. Exceto o módulo sobre Psiquiatria Forense. Este tem especificamente como público alvo os médicos.

Os cursos são independentes e o interessado pode se inscrever em um ou em todos eles, mas deve ficar atento às instruções das fichas de inscrição que são separadas. Clique aqui e faça o download de cada uma delas.

O primeiro a aportar no Recife é o Dr Fábio Barbirato, nos dias 05 e 06 de maio, para falar sobre Psiquiatria da Infância e Adolescência (por motivo de força maior, este primeiro módulo foi cancelado). Já a Dra Lisieux Telles (RS) traz a sua experiência sobre Psiquiatria Forense nos dias 19 e 20 de maio. Fecha a bateria de cursos a Dra Analice Gigliotti (RJ), nos dias 07 e 08 de julho, abordando um tema muito recorrente em nossa sociedade, a Dependência Química.

Todos os participantes receberão certificado com uma carga horário média de 10h/aula por curso.

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