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Medalha Ulysses Pernambucano é entregue à Cristina Albuquerque

Com um discurso repleto de carinho, o Dr Antônio Peregrino fez a saudação à Dra Maria Cristina Cavalcanti de Albuquerque na outorga da Medalha Ulysses Pernambucano de Honra ao Mérito. A homenagem ocorreu na noite da última quinta-feira (10), durante a solenidade de abertura da XXXIV Jornada Pernambucana de Psiquiatria. A comenda é entregue aos psiquiatras que se destacaram no exercício e na defesa dos legítimos interesses da especialidade médica.

O Dr Antônio Peregrino, psiquiatra associado à Sociedade Pernambucana de Psiquiatria, foi aluno e é um grande amigo da Dra Maria Cristina Cavalcanti de Albuquerque. Por isso, ele foi convidado pela diretoria da SPP para fazer o discurso que apresentou a homenageada com a Medalha Ulysses Pernambucano de Honra ao Mérito edição 2017.

Em sua fala, o médico enalteceu não só o currículo profissional da ex-professora, mas também seus dotes literários e humanísticos. “A base para homenagem a um médico, deverá sempre estar lastreada no mérito. A história e o valor de uma medalha – como a que hoje será entregue – precisa sempre estar associada a uma biografia constituída por obra grandiosa e que, às vezes, o merecedor nem se dá conta que tem”, disse no início de sua fala.

Confira, abaixo, o texto completo da saudação:

“Outorga da Medalha Ulysses Pernambucano 2017 à Profª Dra. Maria Cristina Cavalcanti de Albuquerque

Discurso de Apresentação

Meus queridos amigos psiquiatras.

Fui convidado pela Diretoria da Sociedade Pernambucana de Psiquiatria para proferir algumas palavras nesta solenidade de abertura da XXXIV Jornada Pernambucana de Psiquiatria, especificamente na solenidade de outorga da Medalha Ulysses Pernambucano de 2017.

Nossas entidades médicas em geral e, particularmente, as entidades das diversas especialidades – como a nossa SPP – vêm distinguindo com medalhas ou diplomas, aqueles profissionais que se destacam em diversos campos de atuação médica com ética, competência, e valorização dos aspectos humanísticos em sua história de vida laboral.

Não são distinções de escolha democrática. E nem deve ser. A base para homenagem a um médico, deverá sempre estar lastreada no mérito. A história e o valor de uma medalha – como a que hoje será entregue – precisa sempre estar associada a uma biografia constituída por obra grandiosa e que, às vezes, o merecedor nem se dá conta que tem – que fez e que faz – na sua trajetória como médico. Em nosso caso, como psiquiatras.

É com esta compreensão que me cabe aqui a honra de apresentar em poucas linhas – como é possível?! – a médica-psiquiatra que hoje recebe a Medalha Ulysses Pernambucano, a comenda máxima da Sociedade Pernambucana de Psiquiatria.

Falo da Professora, Doutora, Maria Cristina Cavalcanti de Albuquerque.

É verdade que estarei discorrendo sobre uma pessoa por quem sou literalmente encantado – aliás já declarei isso em nosso grupo de discussão na mídia social (o grupo PsiquiatriasPE).

Uma grande amiga, minha professora de tantas coisas na vida acadêmica, na prática clínica, uma companheira que ainda hoje tenho na resolução, em conjunto, de situações médico-psiquiátricas de difícil manejo; aquela que me ensinou a manusear medicamentos mais “delicados” como os inibidores da monoaminoxidase com tanta maestria e tranquilidade. Enfim, falo de uma pessoa por quem sou apaixonado.

Mas, independente, do caráter afetivo, que poderia ser imaginado como fator de contaminação desta minha fala (uma espécie de viés de seleção para os epidemiologistas) eu devo apresentar alguns – observem que são apenas alguns – aspectos da história profissional de Cristina Albuquerque na Psiquiatria, e que atestam, firmemente o quão merecedora deste prêmio ela é.

Maria Cristina é uma caruaruense que, já no seu 3o ano médico, foi contemplada com bolsa de estudos na Universidade de Harvard para seminário a respeito de “Vida e instituições nos Estados Unidos da América” – uma primeira demonstração de seu interesse pelos aspectos humanísticos e sociais da medicina.

Mas, além disso, no mesmo ano, realizava estudos de bioquímica e de fisiologia (particularmente de neurofisiologia), numa confirmação de seu igual interesse pela base orgânica e personalíssima do ser humano.

Ainda acadêmica, Cristina, foi classificada em primeiro lugar no concurso para internos da Secretaria de Saúde do Estado de Pernambuco, trabalhando no Manicômio Judiciário do Estado, onde recebeu o prêmio Carlo Erba pelo trabalho “Inteligência, Psicopatia e Criminalidade”.

No ano de sua formatura, 1966, novamente foi agraciada com o mesmo prêmio com a pesquisa “Contribuição ao estudo das influências culturais sobre a criminalidade em psicopatas”.

Cristina se iniciou docente tão logo foi graduada. Foi professora no Instituto de Psicologia da Universidade Católica de Pernambuco; ensinou no Curso de Psicologia da Faculdade de Filosofia do Recife e, na Faculdade de Ciências Médicas (hoje pertencente à Universidade de Pernambuco), foi professora Assistente da Cadeira de Psiquiatria, sob a regência do Professor José Lucena.

Sua residência médica foi cursada em terras alienígenas: no St. Lawrence Community Mental Health Center e na Michigan State University, em Michigan, Estados Unidos, entre 1969 e 1971.

Tão logo retornou ao Brasil, em 1972, obteve o Título de Especialista em Psiquiatria pela Associação Médica Brasileira e Associação Brasileira de Psiquiatria.

Em 1978, Cristina foi aprovada em primeiro lugar em concurso público para Professor no Departamento de Neuropsiquiatria da Universidade Federal de Pernambuco, onde concentrou as suas atividades de magistério.

Também foi médica psiquiatra do Instituto Nacional da Previdência Social (hoje Instituto Nacional de Seguridade Social, INSS) onde ocupou o cargo de Supervisora e, posteriormente, Auditora de Psiquiatria.

Todos nós, psiquiatras pernambucanos, conhecemos a batalha que Cristina sempre travou na busca por excelência no atendimento àqueles que precisavam dos serviços psiquiátricos conveniados com a previdência.

Por seu brilhante trabalho de supervisão e auditoria chegou a ser ameaçada de morte ao apontar irregularidades em algumas clínicas e hospitais psiquiátricos com internamentos pagos com verba pública. Mas não só denunciava coisas erradas. Apontava os erros e apresentava soluções, simples até, porém sempre baseadas no melhor dos mundos para uma psiquiatria de qualidade, no acolhimento humano ao doente e com esteio no conhecimento científico.

No campo da pesquisa, publicou inúmeros artigos científicos com temas tais como: saúde mental de universitários pernambucanos; correlação entre número de internações, diagnósticos e intervalo de tempo entre as internações psiquiátricas; reformulação de comunidade terapêutica em clínica psiquiátrica; psicoterapia hospitalar; reinserção social do paciente esquizofrênico; perfil do psiquiatria pernambucano (em 1972); aspectos psicossomáticos da obesidade; compreensão do trabalho terapêutico dos alcoólicos anônimos; visão crítica do tratamento das esquizofrenias (assim, com um “esse a mais”, em artigo de 1980); benzodiazepínicos: hoje e amanhã (apresentado e publicado em simpósio internacional sobre benzodiazepínicos em 1980); conduta de médicos residentes diante de aspectos psiquiátricos dos seus pacientes; a formação do psiquiatra; álcool, alcoolismo e alcoologia; estudos sobre a psicogênese.

Enfim, uma produção científica que constitui um passeio entre o orgânico e o social, psicológico e filosófico. Entre o físico e o metafísico. Entre a bioquímica e a neurofisiologia e entre a vida e as instituições, estudadas no seu terceiro ano médico. Uma prova de coerência mantida ao longo do tempo.

Em um dos seus artigos (de 1981), Cristina aponta para o fato de que saímos da faculdade médicos. Depois, encantados com a psiquiatria (na residência e na prática clinica na pós-formatura imediata) tornamo-nos psiquiatras. Só depois, um tempo depois, vamo-nos tornando médicos-psiquiatras. Ou seja, isso ocorre, no momento em que conseguimos juntar e tentar entender ao mesmo tempo o “bio”, o “psico” e o social. Isso, ela já o fazia muito antes de se formar.

Com sua formação biopsicossocial (ou organodinâmica na conceituação do grande tratadista e psiquiatra francês Enri Ey, na década de 1950), Cristina manteve um consultório privado ativo e de grande procura pela eficiência e resolutividade, ao longo de 50 anos de prática.

Em 2017, reduziu suas atividades de clínica particular, porém mantém-se ativa em participar das coisas da psiquiatria como em jornadas, congressos, encontros. Sempre interessada em aprender e em ensinar.

Maria Cristina foi vice-presidente da Sociedade Brasileira de Neurologia, Psiquiatria e Higiene Mental do Brasil; foi membro da Comissão de Residência Médica em Psiquiatria da Associação Brasileira de Psiquiatria; e faz parte do Conselho Editorial da Revista ABP/APAL (Revista da Associação Brasileira de Psiquiatria e da Associación Psiquiatrica de La America Latina).

Para além da Psiquiatria, Cristina Albuquerque é escritora. E escritora renomada. Tem uma obra literária reconhecida nacional e internacionalmente. Seus livros mesclam história e ficção com um especialíssimo estilo no qual a autora, personagens históricos reais e pessoas e situações imaginárias se misturam e levam o leitor a aprender sem o saber.

Ao ler seus livros, viramos também – como Cristina foi chamada pelo Professor Othon Bastos e, segundo ele, igualmente pelo Professor José Lucena – um “pai xambá… aquele que aprendeu sem se ensinar”.

Até o momento temos à disposição os títulos “O magnificat/Memórias de Isabel Cavalcanti” (de 1990); “Luz do Abismo” (1996); “Príncipe e Corsário” (2004); “Olhos Negros” (2009); “Matias” (2012); “O seminário” (2016); presentemente está concluindo novo romance (desta feita escrito em conjunto com o historiador português Hernani Maia) a ser lançado ainda em 2017.

Seus livros, Cristina, miscigenam você, seus personagens e seus leitores num fantástico, mirabolante, delicado e, o que é melhor, corretíssimo modo de compreender as coisas. Afinal de contas, como já dito, neles há um mistura do metafísico e da bioquímica, do orgânico, do real de todos nós.

Cistina é sócia – e já foi presidente – do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores (Sobrames) e da União Brasileira de Escritores (UBE).

Em 2005, foi agraciada com a Medalha Maciel Monteiro, o galardão máximo da Associação Médica de Pernambuco e hoje será agraciada com o maior galardão da Sociedade Pernambucana de Psiquiatria: a medalha Ulysses Pernambucano.

Quando conversei com ela sobre o fato e disse que estaria aqui com a fala de introdução, Cristina lembrou, de imediato, o grande poeta pernambucano João Cabral de Mello Neto quando foi comunicado que havia recebido a Medalha do Grande Mérito Guararapes, a maior comenda do Governo de Pernambuco.
Perguntou o poeta, de pronto:
– É de ouro?
Constrangido, o mensageiro respondeu-lhe que tal medalha era fundida em bronze.
Cabral insistiu:
– Tem de ouro?
Desesperado, o outro respondeu:
– Não! Ela é única. Fundida em bronze.
O poeta respirou aliviado:
– Neste caso, posso aceitar. Eu só uma pessoa cheia de defeitos. Um chato. Um cidadão de segunda classe. Mas meu trabalho é de ouro. Nele coloquei o melhor de mim mesmo. Tenho enorme respeito por ele. Para ele, eu só posso aceitar o ouro. Eu que o represento.

Há poucos dias, em rede social, Cristina foi parabenizada por colegas sobre a sobre a outorga da medalha pela SPP e respondeu exatamente como o poeta. Disse ela (palavras textuais): “eu sou uma pessoa chata, crítica, solitária, coronariana, hipertensa e meio arrogante. Mas meu trabalho é muito bom. É a ele que dedico o ouro do mérito Ulisses Pernambucano. Comovida e obrigada”.

Essas não são palavras que pudessem ser ditas por uma plebeia.
Esse nunca seria um texto que pudéssemos ouvir de uma princesa (dizer-se chata, crítica, meio arrogante, solitária?).
Essas são palavras que constituem uma verdade interior, encerram firmeza e força, poderiam se inserir na melodia de um hino muito pessoal, e só pode ser proferida, meus amigos, pelos lábios de uma rainha.

Uma rainha que Cristina bem sabe que é e nós, seus amigos, é que não sabemos como ela aprendeu a sê-lo. Da mesma maneira como o caso do mestre Xambá… aquele que aprendeu sem se ensinar.

E com isto dito, eu convido neste momento, com o meu – o nosso – melhor aplauso a Doutora Maria Cristina Cavalcanti de Albuquerque – para vir receber a Medalha Ulysses Pernambucano de 2017, a maior homenagem, Cristina, não só da Diretoria da SPP que nos representa, mas de todos os seus pares da grande sociedade pernambucana de psiquiatria.

Eu não sei nem de que material a medalha é feita, mas representa muito mais do que ouro; tanto para sua obra como para você como pessoa!

Parabéns, Cristina e que tudo isto se registre nos anais da XXXIV Jornada Pernambucana de Psiquiatria e em ata da Sociedade Pernambucana de Psiquiatria, em Recife, 10 de agosto de 2017.”

Simpósio aproxima psiquiatras de diferentes regiões de Pernambuco e da Bahia

Com o objetivo de conhecer a realidade dos profissionais que atuam nas diferentes regiões de Pernambuco e contribuir com o fortalecimento da Psiquiatria, a SPP realizou, esse final de semana, o III Simpósio Os Desafios da Assistência Psiquiátrica no Agreste e Sertão. O evento ocorreu em Petrolina, no sertão pernambucano, e atraiu participantes de toda a região do Vale do São Francisco. Com patrocínio do FADEF-ABP, o encontro teve o apoio da Associação Psiquiátrica da Bahia (APB).

Durante dois dias, estudantes e profissionais da Psiquiatria e áreas afins à Saúde Mental discutiram temas como Depressão, Suicídio, CAPS-AD, Desinstitucionalização, Atuação do Psiquiatra no SAMU, entre outros assuntos. As conferências e mesas redondas foram ministradas por professores e pesquisadores do Recife, Petrolina, Juazeiro e Salvador.

“Acredito que este encontro cumpriu o papel de contribuir com a formação dos participantes e, sobretudo, prestigiou os colegas que atuam fora da capital ou da Região Metropolitana. Abrimos uma via de mão dupla em que nos aproximamos deles e eles da SPP e, por consequência, da ABP”, afirmou o Dr Edésio Lira, vice-presidente da SPP e coordenador do Simpósio.

Entre os participantes, o clima foi de estímulo à produção científica com a exposição de pôsteres e ao trabalho pelo bem estar da população, a partir dos debates que se seguiram. “A mesa sobre Assistência Psiquiátrica no Sertão, com colegas de Petrolina e Juazeiro, foi riquíssima. Conhecemos pessoas corajosas que estão enfrentando o desafio de implantar um serviço psiquiátrico na região do São Francisco e, durante o debate, pudemos trocar ideias e sugestões de como melhorar a situação vivida por eles”, disse a Dra Kátia Petribú, presidente da SPP.

O III Simpósio Os Desafios da Assistência Psiquiátrica no Agreste e Sertão aconteceu nos dias 09 e 10 de junho, no auditório da Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (Facape). Foi realizado em parceria com a Associação Psiquiátrica da Bahia e teve o patrocínio máster do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento das Federadas e Núcleos Associativos (FADEF-ABP).

Palestras discutem o bem estar e a saúde mental dos jovens

Estudantes e professores de Petrolina participaram, na última sexta-feira (09), de um encontro com psiquiatras para falar sobre o bem estar e a saúde mental dos jovens. Promovidas pela Sociedade Pernambucana de Psiquiatria, as atividades aconteceram na Escola de Aplicação Profº Vande Souza Ferreira e na Gerência Regional do Sertão do Médio São Francisco. Nas palestras foram abordados os riscos do Bulling, da Depressão na Adolescência e do Suicídio.

Na parte da manhã, mais de 300 estudantes do Ensino Médio assistiram uma apresentação sobre o “jogo” da baleia azul e o suicídio entre os jovens. “Queríamos aproveitar essa onda da baleia azul e da série ‘Os 13 porquês’, da Netflix, para conversar com esses adolescentes e alertar sobre os riscos de participar de um ‘jogo’ como este”, disse a Dra Kátia Petribu, presidente da SPP.

Já à tarde, quase 100 professores da rede estadual de Petrolina participaram do debate sobre como identificar sinais de transtornos mentais na juventude e os encaminhamentos necessários neste tipo de situação. “A escola é onde o aluno passa grande parte do seu dia. Então, o professor pode ajudar na hora de identificar algum distúrbio e chamar os pais, orientando-os a procurar um profissional especializado”, comentou o Dr Edésio Lira, vice-presidente da SPP.

Os encontros foram atividades extras dentro da programação do III Simpósio Os Desafios da Assistência Psiquiátrica no Agreste e Sertão (Jornada de Psiquiatria do Vale do São Francisco) realizado nos dias 09 e 10 de junho, no auditório da Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (Facape).

Faculdade Marista do Recife recebe Jornada Pernambucana de Psiquiatria

Estão abertas as inscrições para a XXXIV Jornada Pernambucana de Psiquiatria e o IV Encontro Estadual de Médicos Residentes em Psiquiatria que, este ano, acontecem nos dias 10, 11 e 12 de agosto, na Faculdade Marista. Realizada pela Sociedade Pernambucana de Psiquiatria, a Jornada, que já consta no calendário médico-científico do Estado e tem como tema “Psiquiatria Ontem e Hoje: Desafios do Amanhã”, traz para o Recife palestrantes de renome local e nacional para debater temas que contribuem com a formação técnico-científica dos participantes.

Num cenário bucólico e tranquilo da Zona Norte da capital, o bairro de Apipucos, a Jornada Pernambucana de Psiquiatria e o Encontro Estadual de Médicos Residentes em Psiquiatria aportam para receber seus participantes vindo das diversas regiões de Pernambuco e de outros estados da região Nordeste. Nos últimos anos, os eventos têm tido um expressivo número de inscritos. Uma marca que demonstra qualidade da programação científica e de organização do encontro que é preparado com todo zelo para receber a todos, palestrantes e ouvintes.

Este ano, já estão confirmados os seguintes palestrantes: Acioly Lacerda (SP), Amaury Cantilino (PE), Antônio Egídio Nardi (RJ), Antônio Peregrino (PE), Bruno Nascimento (PE), Edésio Lira (PE), Everton Botelho Sougey (PE), Frederick Lapa Filho (PE), Hermano Tavares (SP), José Carlos Apolinário (RJ), Kátia Monte-Silva (PE), Kátia Petribu (PE), Larissa Vieira (PE), Luciana Gropo (PE), Maria dos Remédios Antunes (PB), Milena França (PE), Paulo Brayner (PE) e Rodrigo Marques (PE).

Algumas das conferências e mesas redondas tratarão de temas como “Amor Patológico”, “Neuromodulação e novos tratamentos psiquiátricos”, “Transtornos de Ansiedade”, “Impulsividade”, “Uso de Benzodiazepínicos”, “Atualidades no tratamento da Depressão”, “Tratamento dos transtornos alimentares”, entre outros.

Podem participar da XXXIV Jornada Pernambucana de Psiquiatria e do IV Encontro Estadual de Médicos Residentes em Psiquiatria estudantes, residentes e profissionais da área de Saúde interessados nos assuntos abordados nas mesas redondas e conferências que permeiam a programação do encontro. Também estão abertas as inscrições para exposição de pôsteres. O resumo dos trabalhos deve ser submetido à Comissão Científica até o dia 12 de julho e o resultado será divulgado até o dia 26 de julho. Vinte trabalhos serão selecionados.

O valor das inscrições é o mesmo dos últimos três anos. Não houve aumento. Porém, varia de acordo com a categoria e o período em que for realizada. Então, fique atento e não perca tempo!

OBS 1: Aqueles que se inscreverem nas categorias “Estudante” e “Residente”, além da Ficha de Inscrição preenchida e do comprovante de depósito, devem enviar também uma cópia da Carteira de Estudante ou de algum outro documento que comprove o vínculo com a instituição de ensino.

OBS 2: Sócios da SPP/ABP devem apresentar também uma cópia da Carteira de Sócio da ABP para receber o desconto conferido à categoria.

Confira, abaixo, as fichas de inscrição do encontro para download:

Ficha de Inscrição – XXXIV Jornada Pernambucana de Psiquiatria

Ficha de Inscrição – Pôsteres

Programação – XXXIV Jornada Pernambucana de Psiquiatria

Descontos para participantes de Simpósio em Petrolina

Quem vem de longe para participar do III Simpósio Os Desafios da Assistência Psiquiátrica no Agreste e Sertão (Jornada de Psiquiatria do Vale do São Francisco) tem 10% de desconto nos pacotes de viagens com a Opção Turismo. A agência é parceira do evento e garante passagens aéreas mais baratas para quem for para Petrolina participar do encontro que acontece nos dias 09 e 10 de junho, no auditório da Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (Facape).

A agência também têm pacotes de turismo. Como o encontro acontece no final de semana, após as apresentações, você pode aproveitar e conhecer as vinícolas da região, passear de barco pelo Rio São Francisco, entre outras atrações, com os profissionais da Opção Turismo. Clique aqui e conheça os roteiros oferecidos.

Traga a família e venha desfrutar das belezas e Petrolina e do Vale do São Francisco!

Petrolina recebe Jornada de Psiquiatria do Vale do São Francisco

LOGO FADEF

O evento foi selecionado e terá patrocínio do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento das Federadas e Núcleos Associativos (FADEF-ABP).

Nos dias 09 e 10 de junho, Petrolina recebe o III Simpósio Os Desafios da Assistência Psiquiátrica no Agreste e Sertão (Jornada de Psiquiatria do Vale do São Francisco). O evento é fruto da união entre a Sociedade Pernambucana de Psiquiatria e a Associação Psiquiátrica da Bahia. As palestras e conferências acontecem na noite da sexta-feira e manhã e tarde do sábado. Haverá exposição de pôsteres.

Pelo terceiro ano consecutivo, a SPP realiza o Simpósio Os Desafios da Assistência Psiquiátrica no Agreste e Sertão. Depois de Caruaru (2015) e Garanhuns (2016), chega a vez de Petrolina, na região do Vale do São Francisco. O município foi escolhido, a partir da parceria com a APB, pelo número de instituições de ensino superior que têm se estabelecido na cidade, além da sua importância cultural e econômica.

Pela primeira vez, o Simpósio contará com uma exposição de pôsteres. Serão selecionados 20 trabalhos e os resumos devem ser enviados até o dia 10 de maio. Confira aqui como participar do evento e inscrever seu pôster, além da programação completa do encontro que conta pontos (2) para a prova de Título de Especialista em Psiquiatria da ABP.

Participam de palestras e mesas redondas os doutores André Brasil (Salvador), Antônio Plauto (Petrolina), Denise Stefan (Salvador), Fredrick Lapa Filho (Recife), Gerson Saboia (Petrolina), Godson Teixeira (Juazeiro), Kátia Petribú (Recife), Luciana Paes de Barros (Recife), Miriam Gorender (Salvador), Neyryanne Araújo (Juazeiro) e Sandra Peu (Salvador).

O III Simpósio Os Desafios da Assistência Psiquiátrica no Agreste e Sertão (Jornada de Psiquiatria do Vale do São Francisco) acontece no auditório da Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina localizada no Campus Universitário, S/N – Vila Eduardo (Petrolina /PE).

Inscrições abertas para cursos de “Atualização em Saúde Mental”

Os doutores Fábio Barbirato (RJ), Lisieux Telles (RS) e Analice Gigliotti (RJ) ministram aulas, nos meses de maio e julho, sobre Infância e Adolescência, Psiquiatria Forense e Dependência Química dentro do curso “Atualização em Saúde Mental”. As atividades acontecerão sempre nas noites de sexta-feira, a partir das 19h, e nos turnos da manhã e tarde do sábado, às 08h, no auditório do Empresarial Alberte Einstein – na Ilha do Leite.

Podem participar das aulas todos os estudantes, residentes e profissionais de Saúde que atuam no cuidado com portadores de transtornos mentais. Exceto o módulo sobre Psiquiatria Forense. Este tem especificamente como público alvo os médicos.

Os cursos são independentes e o interessado pode se inscrever em um ou em todos eles, mas deve ficar atento às instruções das fichas de inscrição que são separadas. Clique aqui e faça o download de cada uma delas.

O primeiro a aportar no Recife é o Dr Fábio Barbirato, nos dias 05 e 06 de maio, para falar sobre Psiquiatria da Infância e Adolescência (por motivo de força maior, este primeiro módulo foi cancelado). Já a Dra Lisieux Telles (RS) traz a sua experiência sobre Psiquiatria Forense nos dias 19 e 20 de maio. Fecha a bateria de cursos a Dra Analice Gigliotti (RJ), nos dias 07 e 08 de julho, abordando um tema muito recorrente em nossa sociedade, a Dependência Química.

Todos os participantes receberão certificado com uma carga horário média de 10h/aula por curso.

Curso fortalece união entre federadas da região Nordeste

Nos dias 03 e 04 de março, ocorreu, no Recife, o Curso de Planejamento e Gestão de Projetos. Voltado para diretores das federadas da região Nordeste, a atividade foi realizada pela Associação Brasileira de Psiquiatria na sede da Sociedade Pernambucana de Psiquiatria. Nas aulas ministradas pela superintende administrativa da ABP, Simone Paes, e pelo superintendente técnico e diretor tesoureiro, Dr Antônio Geraldo, foram abordados aspectos organizacionais e de elaboração e execução de ações.

“No ano passado, conversando com Antônio Geraldo, ele havia sugerido de trazer este curso para o Recife e, ampliando o diálogo, nós pensamos em convidar os diretores das demais federadas do Nordeste. Todo o processo, desde a preparação do curso até as aulas que acontecem hoje, foi muito positivo porque só fortaleceu esse clima de união entre todos nós”, disse a presidente da SPP, a Dra Kátia Petribú, durante sua apresentação.

Graças a um trabalho de reorganização administrativa, nos últimos seis anos, a ABP teve um crescimento significativo em todos os aspectos, como estabilidade financeira e representatividade na sociedade brasileira e mundial. “Tudo isso começou a partir do momento em que a ABP adotou uma visão de gestão empresarial. A preocupação agora é fortalecer suas federadas e núcleos com o Curso de Planejamento e Gestão de Projetos, como este que participamos neste final de semana”, afirmou Simone Paes.

Segundo a superintendente administrativa, isso faz parte de um processo de investimento nas federadas da ABP desde a criação do FADEF. Paes comenta que a ideia é ministrar este curso em todas as regiões e estados brasileiro. “Queremos passar para nossas federadas o formato de trabalho implementado na ABP e compartilhar nossas experiências. O objetivo é fazer com que tenham ferramentas concretas para executar suas ações”, argumentou.

“A ideia é tirar as federadas de um funcionamento amador e entrar num funcionamento mais profissional, fazendo com que elas trabalhem em sintonia plena com a ABP para que possamos fazer, cada vez mais, uma Psiquiatria maior. Essa é a meta. Todos fortes! Todos iguais! Passando o know-how da ABP para as federadas. Essa é a ideia. Todas terem o mesmo know-how”, completou o Dr Antônio Geraldo.

ENTRE OS PARTICIPANTES – o clima foi de união e positividade. Além de membros da própria Sociedade Pernambucana de Psiquiatria, participaram do Curso de Planejamento e Gestão de Projetos diretores de federadas da Paraíba, Bahia, Alagoas, Piauí, Rio Grande do Norte, Ceará e Pará.

“Este foi um curso muito importante e proveitoso porque nos deu dicas de atuação administrativa e de organização de eventos. Voltando ao meu estado, já vou repassar todos esses detalhes aos meus colegas de diretoria”, comentou o presidente da Associação Psiquiátrica do Piauí, Vicente Gomes.

“É a minha segunda vez como presidente de federada e este curso será um divisor de águas em nossa administração. Aprendemos muito e estamos saindo cheio de ideias. Eu já marquei uma reunião com a comissão científica da nossa Jornada para revermos toda a programação baseado no que a gente aprendeu aqui”, disse presidente da Associação Alagoana de Psiquiatria, Suzzana Bernardes.

Presidente da APAL é entrevistado na TVJC e fala sobre Estigma e Saúde Mental

De passagem pelo Recife por ocasião do Curso de Planejamento e Gestão de Projetos, o diretor tesoureiro da ABP e presidente eleito da Associação Psiquiátrica da América Latina (APAL), o Dr Antônio Geraldo da Silva, foi entrevistado pelas repórteres Cinthya Leite e Malu Silveira. A entrevista foi transmitida pela TVJC, do Portal NE10, e repercutiu no blog Casa Saudável. Acompanhe, abaixo, o texto completo:

“Os transtornos mentais são como qualquer outra doença”, diz psiquiatra sobre combate ao estigma

Por Cinthya Leite – blog Casa Saudável

Temos um grave problema: a saúde pública brasileira sofreu um desmantelo. Foi com essa frase que o psiquiatra Antônio Geraldo da Silva, presidente eleito da Associação Psiquiátrica da América Latina, começou a opinar sobre a política nacional de saúde mental, em entrevista ontem à TV JC.

Para ele, o acesso a um atendimento psiquiátrico de qualidade praticamente não existe em alguns lugares do País. E lamentavelmente o preconceito contra as pessoas que convivem com transtorno mental, como depressão e esquizofrenia, ainda perdura, inclusive na rede pública de assistência à saúde.

“Precisamos acompanhar as pessoas sem quebrar a rede social da qual elas fazem parte. É preciso atendê-las no bairro onde vivem. O que é mais simples para isso? Colocar uma equipe de saúde mental (psicólogo, psiquiatra e assistente social) nos postos de saúde. Por que alimentar a psicofobia (atitudes discriminatórias contra pessoas com transtornos mentais) ao criar um serviço específico, que são os Caps (Centros de Atenção Psicossocial), para esse paciente?”, questiona Antônio Geraldo.

O médico, que está no Recife para ministrar um curso na sede da Sociedade Pernambucana de Psiquiatria (SPP), levou adiante uma campanha que ganhou as redes sociais, enquanto esteve à frente da Associação Brasileira de Psiquiatria (2010-2016), com a hashtag #PsicofobiaÉumCrime.

“A saúde mental do brasileiro era para ser uma das melhores do mundo porque atualmente, no País, temos uma psiquiatria de excelência. A Revista Brasileira de Psiquiatria, entre 2,8 mil periódicos médicos, é a número um de todas as áreas da ciência nacional. Os profissionais estão nos sistemas público e privado, mas só neste último se faz psiquiatria de primeiro mundo porque temos condições de trabalhar”, diz Antônio Geraldo, em entrevista à TV JC.

A mobilização deixou raízes, e os psiquiatras continuam trabalhando para acabar com o estigma nesta época em que os transtornos desse tipo só fazem aumentar. Um exemplo é a ascensão dos casos de depressão: aumentou 18% de 2005 a 2015, quando chegou a um universo de 322 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

E nesse cenário, a falta de informação e o estigma prolongam a dor de milhões de pessoas. “Os distúrbios mentais são como qualquer outra doença. A depressão e a fobia social, por exemplo, são doenças como qualquer outra, mas não são vistas dessa maneira”, frisa Antônio Geraldo, que reforça a importância de se ampliar o acesso ao atendimento aos pacientes. “Por que a pessoa com transtorno mental não pode simplesmente ir a um posto de saúde e ser atendido como quem tem problema ginecológico, pneumonia e amigdalite?”, levanta a questão. Em Pernambuco, ele destaca a parceria com a SPP para se ampliar o acesso ao tratamento de qualidade.

“No sistema privado, temos condições de prescrever o melhor medicamento e encaminhar para o melhor tipo de psicoterapia. No público, não. Quem perde é o paciente. Queremos, então, fazer um bom trabalho (também) na rede pública”, frisa o psiquiatra.

“Hoje as prisões estão cheias de pessoas com transtorno mental. São 12% da população carcerária com distúrbios graves. Mas é um contraponto: 95% das pessoas que cometeram crime não são doentes mentais. Significa dizer que doente mental não é perigoso? A verdade é que as pessoas com transtornos psiquiátricos tratadas não representam ameaça, mas as não tratadas são perigosas”, destaca Antônio Geraldo.

Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem

Bloco da Folia anima pacientes do Hospital da Tamarineira

Reintegrar a pessoa ao convívio social faz parte da terapêutica adotada com os portadores de transtornos mentais e atuar para que a sociedade tenha outro olhar sobre este tipo de paciente também faz parte da dinâmica de quem trabalha com Saúde Mental. Foi pensando nisso que o Hospital Ulysses Pernambucano (HUP) realizou, na última sexta-feira (24), mais uma edição do seu Bloco da Folia. Momento em que internos, familiares, funcionários, médicos e a população em geral puderam se confraternizar numa grande festa de carnaval.

A brincadeira começou às 9h nos jardins do Hospital e percorreu algumas ruas do bairro da Tamarineira enquanto a orquestra do Galo da Madrugada tocava o mais legitimo frevo. “Muita gente pensa que a Tamarineira não existe mais, mas ainda estamos aqui e atendendo gente de todo o Estado. O Bloco da Folia é uma maneira da sociedade se aproximar do hospital e de seus pacientes, diminuindo o estigma e o preconceito que existe sobre o portador de transtornos mentais”, comentou a Dra Milena França, psiquiatra do HUP e diretoria da Sociedade Pernambucana de Psiquiatria (SPP).

Este ano, o Bloco da Folia ocorreu em parceria com outras entidades médicas como a SPP, o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), o Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), a ONG Doida de Pedra que promoveu oficinas de customização de camisas com os pacientes e o Boi da Mata.

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